24 anos de evangelização do Santuário da Divina Misericórdia


Detalhes do Evento


 

Caríssimos irmãos e irmãs, devotos, leitores(as) do nosso portal da Divina Misericórdia, querido Povo de Deus! Quero te agradecer por nos unirmos e poder assim partilhar um pouco da experiência de, mesmo distantes, viver a alegria da grandeza da misericórdia de Deus.

Já são quatro anos, desde que Deus me deu a oportunidade, através da qual, de uma maneira mais íntima, pude sentir e viver a Sua Misericórdia. Pois, assim é que me sinto nesse período em que vivo a minha missão, o meu servir e vocação naquilo que o meu papel compete realizar aqui na Casa da Misericórdia, a casa de todos… Esse tem sido um tempo em que tudo tem me levado, não somente a conhecer, mas, principalmente, a provar desse grande atributo de Deus para com os seus filhos e filhas: a Sua Misericórdia.

Lembro, que o nosso Santuário completa 24 anos e de tudo aquilo que Deus já realizou aqui e, também, daqui desse lugar na vida de todos aqueles que têm recorrido confiantes à Sua Misericórdia. Por tudo, te convido a, juntos, rendermos graças ao Nosso Deus e a pedirmos que Ele nos capacite a continuar fiéis e perseverantes, para que o poder dessa Misericórdia continue se manifestando em nós e através de nós. Por tudo agradeçamos a Deus e, também, digamos juntos: Jesus, eu confio em Vós!

Pe. Francisco Anchieta Cardoso de Muniz, MIC.
Santuário da Divina Misericórdia
pe.anchietamic@gmail.com


 

Um Santuário eu irradia a Misericórdia de Deus

 

Neste mês celebramos 24 anos de evangelização do Santuário da Divina Misericórdia. A data que marca esse acontecimento especial é 24 de julho.

 Para comemorarmos, recordamos numa entrevista com alguns sacerdotes da Congregação Mariana, que já estiveram à frente do Santuário como pároco, momentos importantes da Paróquia e divulgamos o que os fiéis podem esperar para os próximos anos.

 

Padre Jair Batista, MIC Provincial dos Padres Marianos da Imaculada Conceição no Brasil

 O Padre Jair Batista, MIC – Provincial da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, que esteve em Roma até o início de 2017, ao retornar para o Brasil como Provincial, conta como vê a existência do Santuário da Divina Misericórdia nesses 24 anos.

Padre Jair: Nesses anos de existência do nosso Santuário, conseguimos perceber uma grande evolução, nas estruturas materiais como também da presença evangelizadora, de acolhida e que irradia a Misericórdia, onde as pessoas podem se encontrar com Jesus Misericordioso.

Durante esses 24 anos de história, eu vejo 3 etapas: primeiro aqueles inícios muito modestos; o segundo momento – quando eu era provincial – era o início do processo evolutivo, ainda com o Padre Jan Glica como reitor e pároco do Santuário; e depois tivemos um outro tipo de movimentação, ligada ao Grupo de Oração, com a chegada do Padre Ednilson. O Grupo também foi crescendo ao longo desses 11 anos, acolhendo fiéis de diversas regiões de Curitiba, somando mais de 2 mil pessoas toda terça-feira, que vem para ter um encontro com Jesus Misericordioso por meio do Grupo de Oração.

Eu comecei trabalhando aqui no ano de 1997, quando a paróquia ainda era muito pequena e pouco conhecida, vejo que o Santuário tem evoluído exponencialmente, tanto na presença física, como também no ambiente virtual. Hoje, a partir do site (misericordia.org.br) e redes sociais (facebook.com./santuariomisericordia), nós temos chegado a quase todos os lugares do Brasil.

 

Padre Jan Glica, MIC – Primeiro Pároco do Santuário da Divina Misericórdia

Padre Jan Glica, MIC

 

O terreno onde hoje está construído o Santuário era uma herança que o senhor Herminio Nichele havia oferecido a sua filha religiosa, Elvira Nichele, ASCJ. Como o senhor recebeu esse presente?

Padre Jan: Em 1993, durante a Festa do Sagrado Coração de Jesus, conversando com as Irmãs Apostolas do Sagrado Coração de Jesus, questionei o que elas fariam com o terreno; a Madre Superiora, Alice Reginato, afirmou: ‘vamos construir uma casa de formação, já que vocês não compraram’. Então respondi: ‘Irma, desses 60 mil m2 não poderia me doar um pedaço para eu construir o Santuário?’ Então eu vi que alguma coisa mudou nos olhos dela.

Um terreno de 20 mil m2 foi doado pela Congregação das Irmãs Apostolas do Sagrado Coração de Jesus, na ocasião do centenário da fundação, feito na figura da Irmã Elvira Nichelle, como um voto de ação de graças pelo desenvolvimento da Congregação SCJ no Brasil. Também foi incluído na escritura que durante 20 anos nos deveríamos construir o Santuário da Divina Misericórdia.


Como o senhor se sentiu e como foram os primeiros anos de trabalho?

Padre Jan: Quando ganhamos o terreno eu senti uma alegria, uma satisfação espiritual muito grande. Pensei: eu vou cumprir na minha vida uma Santa Obra realizada por Jesus Cristo. (…) Entre os 12 anos que eu vivi aqui teve momentos que eu pensei em desistir. Vim me queixar para Jesus muitas vezes, eu dizia ‘Jesus, eu confio em Vós, mas o Senhor parece que me abandonou’, e Jesus me olhava e respondia ‘Jan, eu confio em ti também’. Então eu enfrentei as dificuldades. (…) Mas se é obra de Deus, Ele vai ajudar. E nós trabalhamos com entusiasmo, eu via como um privilégio enfrentar essa obra. Por isso, em nossos planos, nós temos que refletir sobre a finalidade de um Santuário. As pessoas vão a um Santuário por motivos espirituais, para se converter, para alcançar saúde, abandonar vícios, superar o pecado e as dificuldades que afligem a família.

 

Padre Ednilson de Jesus e Maria, MIC – O Padre Ednilson esteve como Pároco do Santuário da Divina Misericórdia de 2006 a 2012 

 

Como você vê as mudanças na evangelização do Santuário nesses 24 anos?

Padre Ednilson: De acordo com a mudança cultural e social no que diz respeito a virtudes, valores, houve uma consequente mudança das necessidades dos paroquianos e também de todos aqueles que sempre vieram de muito longe para buscar a Misericórdia Divina no Santuário.  Nós, da Congregação Mariana, precisamos nos sensibilizar a diferentes meios de atender esta população que por meio de confissões e atendimentos pediam uma direção. Aos poucos, de acordo com a demanda feita a todos os sacerdotes que pelo Santuário passaram, a Igreja enquanto comunidade foi se adequando para, ininterruptamente, nestes vinte e quatro anos, dar alimento a quem tem fome e água a quem tem sede.

Qual foi o período que o senhor esteve como pároco no Santuário? E o que esse período representou na sua vida?

Padre Ednilson: Estive como Pároco do Santuário de 2006 a 2012. Para um sacerdote, estar à frente de uma Paróquia é sempre motivo de satisfação devido ao cumprimento da vontade de Deus, pois poder cuidar do rebanho é o motivo primeiro do nosso sim. Posso dizer que o período que estive no Santuário foi um tempo propício de aprendizado e amadurecimento espiritual onde, movido pela fé das pessoas que buscavam Deus em nós, Seus instrumentos, fui levado a cada vez mais buscar a intimidade com Ele.

 

O que você pode contar para os leitores sobre as dificuldades que enfrentou como pároco e como passou por cada uma delas, pela obra de Deus?

Padre Ednilson: Acredito que a resposta já está dada na pergunta que você me faz: todas as dificuldades foram superadas pela obra de Deus. Nenhum ser humano está isento do sofrimento e ele se manifesta em qualquer função que ocupemos, em qualquer área em que possamos atuar. Ser pároco é uma grande responsabilidade e toda responsabilidade traz consigo um ônus, ao qual precisamos responder de forma eficaz, sobretudo quando o Superior a quem prestamos contas é Deus. Mas, com a Graça Dele, todas as dificuldades foram adubo para que ainda mais frutos fossem vistos e essa é uma grande alegria que supera toda dor.

 

O Grupo de Oração é uma atividade pastoral que trouxe grande mudança para os trabalhos de evangelização realizados. O que te inspirou para formar e implantar o Grupo de Oração no Santuário?

Padre Ednilson: Os Congressos da Divina Misericórdia, pensados por Deus e colocados em prática pelo saudoso Padre André, sempre foram alvo de muitos fiéis, peregrinos que se sentiam atraídos pelo Santuário da Divina Misericórdia e que se deslocavam de todas as regiões de Curitiba e também de outros estados para celebrarem este momento precioso da devoção. Ser fonte para pessoas de diferentes lugares sempre foi uma marca do Santuário, desde seu início, e isso atribuo estritamente à devoção à Misericórdia que toca todos os corações de forma intensa. O grupo de oração foi uma forma de estender este momento anual do Congresso em pequenas doses semanais da Misericórdia Divina. Os encontros foram bem acolhidos o que nos leva a crer que o passo dado foi, assim como os Congressos, pensado por Deus e executado por nós, padres da Congregação.

Qual o seu sonho para o Santuário futuramente?

Padre Ednilson: Meu sonho para o Santuário é que a vontade de Deus se realize neste lugar. Acredito que este é o sonho mais lindo que tanto os Sacerdotes quanto os leigos que aqui circulam podem sonhar, pois estar na vontade deste Deus de Misericórdia é o maior presente que um ser humano pode receber.

 

O que faz do Santuário da Divina Misericórdia um lugar tão especial?

Padre Ednilson: O que faz do Santuário da Divina Misericórdia um lugar tão especial é, justamente, o nome que carrega, o nome da Misericórdia. Sabe-se que este é o lugar para que a miséria humana seja encontrada pelo Coração de Deus e não há espaço melhor para se estar, num mundo tão repleto de críticas, do que aquele espaço que te acolhe independente da circunstância em que você se encontra, independente dos caminhos trilhados antes de chegar ali. A Misericórdia é a mensagem dos tempos atuais e tocará cada vez mais intensamente os corações.

 

Padre Anchieta C. de Muniz, MIC – Pároco do Santuário da Divina Misericórdia, desde 2014

Como é estar à frente do Santuário da Divina Misericórdia, que popularmente é reconhecido pelos devotos como um Santuário Nacional?

Padre Anchieta: Estar aqui nesse momento da minha missão e vocação, é ter a oportunidade de conhecer e experimentar um pouco mais da grandeza da Misericórdia infinita de Deus.

 

Sobre a evangelização, como você e os outros padres que trabalham no Santuário, fazem para que a evangelização cresça a cada ano em ações, espiritualidade e em peregrinos/fiéis?

Padre Anchieta: Primeiro é preciso fortalecer a vivência da espiritualidade da devoção aqui dentro. Depois, hoje, contamos, principalmente, com o uso de todas as formas de comunicação que dispomos aqui, para falarmos da misericórdia. Internamente, procuramos dar destaque à programação anual do Santuário: a Festa da Misericórdia; o Aniversário do Santuário; o Congresso e o Grupo de Oração.

Quais atividades paroquiais têm hoje e que os fiéis podem se engajar?

Padre Anchieta: O fato de o Santuário, também, ser Paróquia, existem vários Movimentos e Pastorais, nos quais várias pessoas podem se dispor a serviço de edificação do Reino de Deus.


Como manter os voluntários comprometidos com as suas atuações dentro do Santuário?

Padre Anchieta: A melhor maneira de manter um comprometimento no serviço a Deus na Igreja é fazer com que os voluntários adquiram, cada vez mais, uma consciência do objetivo pelo qual se serve à Igreja.

Para os próximos anos, quais as novidades, tanto na estrutura quanto na evangelização, que os devotos podem esperar?

Padre Anchieta: Em termos de estrutura, grande é a expectativa sobre a continuidade das obras do Santuário – o Centro de Evangelização, que ampliará em muito as estruturas físicas e funcionais do Santuário. No que diz respeito a evangelização, além das atividades internas, que precisam atender as necessidades daqueles que procuram vir até aqui, pretendemos, em breve, retomar o trabalho com uma equipe de Evangelização que saia em missão, divulgando a devoção à Divina Misericórdia.


Texto extraído da Revista Divina Misericórdia, Ed. 61 Julho/Agosto.

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