Como surgiu a Festa da Divina Misericórdia

A Festa da Divina Misericórdia foi instituída em toda a Igreja no ano 2000 pelo Papa João Paulo II.  A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou a decisão do Papa por meio de um Decreto. O documento dizia:

“Nos nossos tempos, em muitas partes do mundo os fiéis cristãos desejam louvar a divina misericórdia no culto divino, especialmente na celebração do Mistério Pascal, no qual a amável benevolência de Deus resplandece de maneira especial. Atendendo a esses desejos, o Supremo Pontífice João Paulo II graciosamente determinou que no Missal Romano, após o título Segundo Domingo da Páscoa, seja doravante adicionada a denominação “ou Domingo da Divina Misericórdia” e prescreveu que os textos assinalados para o dia no mesmo Missal e na Liturgia das Horas do Rito Romano devem ser sempre utilizados para a celebração litúrgica desse Domingo”.

João Paulo II foi o papa que decidiu dar uma resposta ao pedido que Jesus manifestou para a Irmã Faustina Kowalska: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia” (Diário de Santa Faustina, 49). Nessa Festa os padres teriam uma missão especial. Jesus explicou:

Nenhuma alma terá justificação enquanto não se dirigir com confiança à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia” (Diário, 570).

Antes mesmo de pedir a criação da Festa da Misericórdia, Jesus havia pedido a Faustina a pintura de uma Imagem. Essa pintura deveria retratar Jesus conforme a Santa Faustina O via, com a inscrição: Jesus eu confio em Vós (cf. Diário, 48). E mais uma vez Jesus reforçou seu pedido sobre o Domingo da Misericórdia: “Desejo que, no primeiro domingo depois da Páscoa, a Imagem seja exposta publicamente. Esse domingo é a Festa da Misericórdia” (Diário, 88).

Ao determinar que a partir daquela data em todos os anos o segundo domingo da páscoa seria o Domingo da Misericórdia, João Paulo II refletiu:

“O que nos trarão os anos que estão diante de nós? Como será o futuro do homem sobre a terra? A nós não é dado sabê-lo. Contudo, é certo que ao lado de novos progressos não faltarão, infelizmente, experiências dolorosas. Mas a luz da misericórdia divina, que o Senhor quis como que entregar de novo ao mundo através do carisma da Irmã Faustina, iluminará o caminho dos homens do terceiro milênio” (homilia em 30 de abril de 2000).

Com seu decreto, João Paulo II estava permitindo que a luz da misericórdia de Deus alcançasse a todos os cristãos.

Outros elementos que compõe a devoção à Misericórdia

Como uma preparação para a Festa da Divina Misericórdia, Jesus também ditou para Irmã Faustina uma novena. A cada dia da Novena à Divina Misericórdia nós pedimos graças e bênção para um determinado grupo de pessoas: os sacerdotes, os pecadores, as pessoas piedosas, os pagãos, os que estão afastados da Igreja, os humildes, os devotos da Misericórdia Divina, as almas do purgatório e os tíbios (aqueles que estão enfraquecidos na sua fé).

O Terço da Misericórdia é outro elemento que Jesus deixou a nós por meio da mesma religiosa com a promessa de que quando o rezamos nos aproximamos ainda mais do Seu coração misericordioso e seremos envolvidos por sua misericórdia (cf. Diário, 754).

“E tu, Faustina, dom de Deus ao nosso tempo…”

Na mesma ocasião em que determinou a inclusão do Domingo da Misericórdia no calendário litúrgico da Igreja, João Paulo II canonizou a religiosa que ficou conhecida em todos os lugares onde seu Diário espiritual pôde chegar como “Secretária da Misericórdia”.

Na sua homília, João Paulo II fez uma prece à nova santa. Prece que nós podemos repetir constantemente:

“E tu, Faustina, dom de Deus ao nosso tempo, dádiva da terra da Polônia à Igreja inteira, obtém-nos a graça de perceber a profundidade da misericórdia divina, ajuda-nos a torná-la experiência viva e a testemunhá-la aos irmãos! A tua mensagem de luz e de esperança se difunda no mundo inteiro, leve à conversão os pecadores, amenize as rivalidades e os ódios, abra os homens e as nações à prática da fraternidade. Hoje, ao fixarmos contigo o olhar no rosto de Cristo ressuscitado, fazemos nossa a tua súplica de confiante abandono e dizemos com firme  esperança:  Jesus  Cristo, confio em Vós!” (homilia em 30 de abril de 2000).

 

 

por: Gislaine Keizanoski

O Diário de Santa Faustina

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*