Terço da Misericórdia

Terço da Misericórdia

O que o Senhor pretendia quando ensinou este Terço a Santa Faustina

 

Gislaine Keizanoski

No dia 13 de setembro de 1935 Santa Faustina Kowalska teve uma visão importante, diria até definitiva, no que se refere à Devoção a Jesus misericordioso. Ela se deparou com o “anjo executor da ira de Deus” (cf. Diário, 474) cuja missão era atingir a terra com raios e relâmpagos – sinal da ira de Deus pelos pecados cometidos pela humanidade. Faustina tenta impedir a missão do anjo prometendo-lhe que “o mundo faria penitência”, e imediatamente passa a suplicar a Deus com uma oração que, no dia seguinte, ela fica sabendo pelo próprio Jesus, serve para aplacar a ira de Deus. Esta mesma oração é a que rezamos dentro das dezenas do terço da misericórdia. Neste mesmo dia, Jesus lhe ensina a fórmula completa do terço, e mais tarde revela: “pela recitação desse terço aproximas a humanidade de Mim” (Diário, 929).

 

Pela Sua dolorosa paixão…

Dentre os elementos da Devoção a Divina Misericórdia, o Terço da Misericórdia serve-nos como uma oração de reparação pelos pecados cometidos. Ao rezá-lo, oferecemos a Deus Pai o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Seu Filho feito homem, reparando nossos erros e clamando por graças: “em expiação pelos nossos pecados e dos do mundo inteiro” (Diário, 475). O momento em que o Sangue e a Água jorraram do peito aberto de Cristo enquanto sofria a agonia da morte na cruz, definitivamente exprime toda a Sua misericórdia, bem por isso a Igreja a denomina “hora da misericórdia”. Deus, que em Sua essência é amor e misericórdia, num gesto inestimável, oferece-nos a oportunidade de alcançá-la através do momento que representa o ápice da misericórdia – pois é pela dolorosa paixão de Cristo que a humanidade alcança a remissão dos pecados. É inevitável perceber, portanto, que a pretensão maior do Senhor é oferecer-nos o Seu perdão.

 

Este é o sinal para os últimos tempos

 Todas as revelações de Jesus feitas à Santa Faustina sobre a Sua misericórdia (1931 – 1938) mostram-nos um Deus Pai acolhedor, e não um Deus que castiga, ainda que a humanidade por vezes desgarrada do Seu rebanho seja merecedora. Apesar do Seu coração doloroso e chagado pelo desamor dos homens e os pelos pecados por eles cometidos, ainda assim o Senhor escolhe dar-nos a “última tábua de salvação” (Diário, 1228). E para aqueles que a ignorarem, restará o dia da justiça: “que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Água que jorraram para eles (Diário, 848).

Tamanha é a bondade do Senhor que não apenas nos oferece a Sua misericórdia como uma oportunidade de arrependimento, mas ainda explica-nos como exercitá-la no nosso dia a dia (cf. Diário, 742) e ensina-nos as orações com as quais alcançaremos a Sua misericórdia. Entre elas, o Terço da Misericórdia ditado pelo próprio Jesus há mais de 80 anos. E não para por ai: para aqueles que rezarem este Terço, Jesus ainda promete graças especiais. Como é bondoso este nosso Deus!

 

As promessas

  • Jesus promete Sua benevolência: “As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia, durante a sua vida” (Diário, 754); “Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem este Terço. As entranhas da Minha misericórdia comovem-se por aqueles que recitam este Terço” (Diário, 848); Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam” (Diário, 1541 cf. 1731).
  • Assistência na hora da morte: “As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte” (Diário, 754; cf. 687); “Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz” (Diário, 1541).
  • Compaixão: “Minha filha, agrada-Me a linguagem do teu coração; pela recitação desse Terço aproximas a humanidade de Mim” (Diário, 929).
  • A graça da paz e da conversão: “Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia” (Diário, 687); Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas” (Diário, 1541).
  • Socorro ao agonizante: “Defendo toda alma que recitar esse Terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguirão a mesma indulgência. Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma e abrem-se as entranhas da Minha misericórdia, movidas pela dolorosa Paixão do Meu Filho” (Diário, 811; cf. 810; 834; 1035; 1036; 1565; 1797).

Saibamos aproveitar as graças que o Senhor quer nos conceder com a oração do Terço da Misericórdia. Certamente, além das promessas de Jesus, graças inestimáveis e inesgotáveis são derramadas sobre aqueles que confiam em sua misericórdia. Por todo tempo, exclamar “Jesus, eu confio em Vós” será o brado dos que aceitam a Sua misericórdia!

O Diário de Santa Faustina

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