Mãe da nossa Reconciliação

Neste mês de Nossa Senhora resgatamos alguns trechos extraídos do livro Fátima e a Divina Misericórdia, lançado em 2017 pela Editora Apostolado da Divina Misericórdia. Confira:

No mistério da Encarnação, Nosso Senhor quis assumir a natureza humana no seio virginal da Mãe Santíssima. O seu “Sim”, que pronunciado em Nazaré e repetido sob a cruz, Ele unia à Sua obediência filial, à Sua kenosis, ao seu ato de devolução da criatura ao Criador, pelo qual a Justiça Divina foi satisfeita e pelo qual obtivemos misericórdia e fomos reconciliados com Deus, podendo participar de Sua vida divina.

Neste mundo subjugado pelas guerras, no qual a verdade é ridicularizada e apresentada como a grande “inimiga” da caridade, a Virgem Santíssima para três simples crianças, em Fátima, mostrando a elas a verdade da existência do inferno, a verdade do desejo de Deus em salvar a humanidade de sua alucinante rebeldia, a verdade dos castigos que a humanidade busca para si mesma se teimar em não se converterem, se continuar ofendendo a Deus, se seguir fazendo pouco caso dos seus prementes apelos maternos. Mostra a elas também a verdade do seguro refúgio que o pecador contrito encontra em seu Imaculado Coração, onde obtém a misericórdia divina.

A Mãe Santíssima “vem para reconciliar os homens com Deus – escreve João Paulo II em suas anotações ao arcebispo de Cracóvia –, temos que ajudá-la nisso, colaborar com Ela. O que teria acontecido se o Padre Maximiliano Kolbe tivesse dito ‘não’?”

“Foi essa a tentação dos nossos primeiros pais, é esse o caminho
de perdição por onde nos metemos a cada momento, está aí
o erro colossal de nossa civilização que acaba desembocando na
rejeição de todo o relacionamento com Deus. Repete-se a blasfêmia
e o desfecho da aventura de Babel: o mundo sem Deus autodestroi-se,
enganando o homem, que, desarmado perante as ameaças que descobre
por detrás de suas ambições, grita, à beira do desespero”.

Santa Catarina de Sena uma vez disse: “Se vivêssemos aquilo que somos, incendiaríamos o mundo”, porque somos a imagem e semelhança de Deus que está vivo em nós e quer se manifestar através de nós.

Trecho extraído do livro Fátima e a Divina Misericórdia –
Um mistério em comum para os nossos dias
, página 160.