A confiança

Coloquem a esperança na Minha misericórdia os maiores pecadores. Eles têm mais direito do que outros à confiança no abismo da Minha misericórdia (Diário 1146).

As graças da Minha misericórdia colhem-se com um único vaso, que é confiança. Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá (D. 1578).

Eu mesmo faço-Me dependente da tua confiança (D. 548)

Se o mundo católico parece bastante desconfiado dos argumentos da infinita Misericórdia, é por causa dos erros que se difundiram com relação à nossa confiança em Deus.

É evidente o perigo do abuso desta infinita misericórdia. Exatamente por se tratar de misericórdia, parece mais próximo de Deus uma imensa confiança do que uma revolta desesperada. Julgamos realmente convincente o que Jesus diz à Santa Faustina:

Quanta dor Me causa a falta de confiança em minha bondade. Os pecados que Me ferem mais dolorosamente são os de desconfiança (D. 1076).

Para quem reflete, eis aqui o sentido que se deve dar às palavras do Redentor: nós o encontramos com alegria e surpresa nas páginas escritas por Santa Faustina:

Escreve que quanto maior a miséria da alma, tanto mais direito tem à Minha misericórdia, e exorta todas as almas à confiança no inconcebível abismo da Minha misericórdia, porque desejo salvá-las todas. A fonte da Minha misericórdia foi na Cruz aberta com a lança para todas as almas – não excluí a ninguém (D. 1182).

Toda forma de devoção à misericórdia divina, se bem entendida, tem significado somente em proporção de nossa confiança em Jesus. Ele é o centro de todo culto e de toda nossa devoção. Escreve Santo Agostinho: “O teu Cristo, ó Deus, é a tua misericórdia”.