Dia de Nossa Senhora do Carmo – Mãe do Escapulário


Detalhes do Evento


Santo_escapulario

Oração para todos os dias

Nossa Senhora do Carmo que deixastes o Santo Escapulário como sinal do Vosso amor e proteção. Sois reconhecida como assistência na vida e consoladora amável na hora da morte, eu, vosso filho e devoto, pronto a Vos servir, disposto a Vos amar, me apresento a Vós e nesta Novena faço o meu pedido:

(Peça a graça que você necessita)

Nossa Senhora do Carmo, nunca se ouviu dizer que alguém necessitado, tendo recorrido a Vós, tenha ficado desamparado. Com confiança, Mãe do Escapulário, intercedei junto ao Vosso Filho Jesus Cristo, por mim, por aqueles por quem devo rezar sempre e por aqueles que se confiam às minhas orações. Mãe amável, sede-nos propícia e rogai por nós a Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.
Mãe do Santo Escapulário, rogai por nós.

Amém!

 

Raízes históricas e espirituais

No século XII, um grupo de eremitas – muitos dos quais ex-cruzados – passam a habitar o Monte Carmelo à sombra de tudo o que esse monte evoca do Antigo Testamento, em especial do profeta de fogo, Elias. Eles se denominam “Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo” e são a primeira Ordem a ter Maria Santíssima no próprio nome.

Pelo relato de um peregrino da época, sabe-se que eles tinham sua capela consagrada a Nossa Senhora, que era presidida muito provavelmente por uma imagem Sua, talvez um ícone retratando a Virgem com o Menino, como aqueles que remanescem em Nápoles e Florença, e diz a tradição terem sido trazidos da Terra Santa pelos carmelitas.

Desde o início está na raiz da Ordem a oração, o estar reunidos junto da Virgem, o viver em sua imitação.

A associação do escapulário com os carmelitas passaria para a história de certa forma “sintetizada” numa aparição que a piedade, mais do que a história, diz ter ocorrido a São Simão Stock, geral da Ordem Carmelita, quando a Virgem Maria confere-lhe o escapulário como sinal de Sua proteção e aliança com a Ordem.

Sendo o Carmelo “todo de Maria”, através dele a Rainha dos Céus dota o escapulário de um canal de graças, um Tesouro para toda a Igreja. Longe de qualquer superstição ou crendice, ele exprime externamente uma consagração interior.

Escreve Pio XII, grande devoto do escapulário: “Reconheçam neste memorial da Virgem um espelho de humildade e castidade. Vejam, na forma simples de sua feitura, um compêndio de modéstia e candor. Vejam, principalmente, nesta peça que vestem dia e noite, significada, com simbolismo eloquente, a oração com a qual invocam o auxílio divino. Reconheçam, por fim, nela sua consagração ao Sacratíssimo Coração da Virgem Imaculada” (Pio XII, 11 de fevereiro de 1950).

Protegidos e educados sob o manto de Maria

Talvez o escapulário seja um presente que, enquanto peregrinos neste mundo, damos à Virgem Santíssima. Contudo, com suas mãos, Ela dota de valor tudo aquilo que filialmente lhe ofertamos.

Longe de ser reduzido a um mero enfeite (ou pior, talismã ou amuleto – o que certamente seria fonte de grande tristeza para a Virgem Santíssima) o escapulário – quando usado com as disposições interiores de confiança na proteção maternal de Maria e na sua intercessão junto de seu Filho – é sinal visível de comunhão com Nossa Senhora.

A Virgem Santíssima nunca nos deixa sozinhos. Ela sabe que, deixados a nós mesmos, somos pobres e desamparados, completamente sem forças diante das tentações e fraquezas.

Sendo Mãe perfeita, assume, por isso, como próprias a precariedade e as necessidades dos seus filhos. Filhos que o Seu Filho confiou a Ela do alto da Cruz.

Conosco e por nós, mendiga, suplica, junto à Seu Filho e pelos méritos do Seu Filho, com as mesmas disposições que possuía no momento da Anunciação: atitude de total dependência e humilhação (humildade autêntica, confiança inquebrantável, gratidão ilimitada), como mendigo que nada possui.

Por essa Sua atitude de absoluta pobreza, que livremente opta por cumprir a vontade de Deus como serva – incapaz de ação própria –, é que Maria atraiu para a terra a Misericórdia Divina. Se a Virgem Santíssima está unida a Deus e é Cheia de Graça é apenas porque Deus ao olhar para a sua humilhação se encantou.

Quem, portanto, se consagra à Mãe Santíssima encontra no escapulário um compêndio de modéstia e candura. Utilizando-o, assume o compromisso de não somente imitá-la no próprio cotidiano, mas viver o cotidiano em comunhão de vida com Ela. Atento em escutar a Deus e cumprir Sua vontade: “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra”. Aprende com Maria a invocar o auxílio divino, a mergulhar a vida passada na misericórdia divina e com confiança e gratidão filiais viver de forma sensata o momento presente, livre das ilusões que nos circundam.

Pedimos a Ela – Àquela que é a Onipotência Suplicante ‒ que ajude a cada um dos leitores deste texto a, sem medo, “acolhê-La no mais íntimo do próprio ser”, assim como, segundo as Sagradas Escrituras, São João a acolheu (“eis ta idia”: Jo 19, 27), e sempre mais se confiar aos seus cuidados. E viva a mãe do escapulário!

Volnei Grebogi

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