Natal: não troque Jesus pelo Papai Noel

Mais uma vez chega o Natal. No hemisfério Norte as estações são inversas as daqui do hemisfério Sul. No mês de dezembro temos por lá o inverno, costuma nevar, faz-se bastante frio por isso a festa do Natal tem grande calor humano e forte caráter familiar. O povo cristão reunido em volta do presépio, da árvore de Natal, da mesa natalina e da Eucaristia agradece pela vinda do Senhor e espera a sua segunda vinda a este mundo, preparando também as celebrações do fim do ano.

No nosso hemisfério Sul, no tempo do Natal, temos a estação mais quente do ano, o verão e a festa do Natal traz para nós também grande “calor humano” somado ao grande “calor da natureza” e nos projeta para as férias tiradas no fim do ano. O que aparece mais forte são as palavras: férias, sol, praia, descanso merecido, liberdade… E, aqui vem um grande desafio da Igreja do Brasil: como preparar a celebração do Natal, quando tudo em nós “grita” pelo lazer e descanso?

O que fazer para que o Natal seja Natal de verdade?

O que salva a situação são as tradições familiares e a piedade popular. Mas, as tradições familiares, a piedade popular, os símbolos do Natal, são cada vez mais ameaçados pelo comércio que os explora promovendo o consumismo e se distanciando cada vez mais de Jesus. Aparece então a pergunta: o que fazer para que o Natal seja Natal de verdade? Precisamos fazer o resgate do Natal e dos seus símbolos cristãos. Como? Vamos dar uma pequena sugestão.

Natal, quer dizer nascimento. Quando nós cristãos celebramos o Natal, celebramos por primeiro o nascimento do Filho de Deus, que recebeu o nome de Jesus, ou seja – Deus Conosco ‒ que Se tornou pela Sua morte na cruz e ressurreição o nosso Redentor e Salvador. A Igreja do Brasil tem uma fantástica proposta para nos ajudar neste processo do resgate do Natal. Chama-se a Novena do Natal. Ela tem grandes objetivos para serem alcançados:

– nos ensina a gratidão pela primeira vinda de Cristo na celebração do Natal,

– nos prepara para a segunda vinda de Cristo por meio de orações, vigílias, sacrifícios e mortificações, no meio da Família, da Comunidade e da Sociedade onde vivemos,

– nos leva à profunda conversão ‒ por meio da confissão sacramental, por meio dos vários gestos de caridade e de misericórdia em favor dos mais necessitados e por meio dos vários gestos comunitários de mudanças de vida, afastando-nos dos costumes e atitudes pecaminosas.

– nos encanta com o presépio que montamos em nossas casas, escolas, oratórios, capelas ou igrejas ou com o presépio encenado em nossas comunidades,

– nos ajuda a preparar, organizar e celebrar com toda devoção a Ceia do Natal, este encontro fraterno, que junto com a celebração da Ceia Pascal nos ensina a melhor entender e amar a Eucaristia.

Por isso meu irmão e minha irmã, vibre e celebre o Natal ‒ resgatando os ensinamentos da Igreja e todas as santas tradições e costumes que lhe ensinaram os seus pais e avós. O Cristo – Luz do mundo, chegou para nos salvar. Não fique triste, não pense somente em férias, descanso e compras, não troque Jesus por nada, nem pelo Papai Noel, nem pelos presentes. Por isso vibre mais uma vez. E, eu lhe desejo um Santo e Feliz Natal!

 

Pe.  André Lach, MIC

O Diário de Santa Faustina

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