O Sagrado Coração e a Divina Misericórdia são inseparáveis

No mês de junho, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, vamos conhecer as particularidades que unem essa devoção às mensagens da Divina Misericórdia. Ao todo publicaremos 6 textos que aprofundarão seu conhecimento e sua experiência no amor misericordioso do Senhor.  Este é o segundo texto!

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O Sagrado Coração e a Divina Misericórdia são inseparáveis

No entanto, o fato é que santos, videntes e diversos papas têm visto essas duas coisas – a Divina Misericórdia e o Sagrado Coração – tão intimamente unidas uma com a outra a ponto de serem absolutamente inseparáveis. Dessa forma, vamos argumentar que a Igreja necessita que tanto a tradicional devoção ao Sagrado Coração como a devoção mais nova, à Divina Misericórdia, estejam vivas e presentes entre os fiéis.

São João Eudes (1601-1680), por exemplo, foi o pioneiro do culto litúrgico do Sagrado Coração. Mas nas suas “Meditações para a Festa do Sagrado Coração”, encontramos o seguinte trecho significativo, intitulado: A Divina Misericórdia deve ser o objeto da nossa devoção especial.

“De todas as divinas perfeições refletidas no Sagrado Coração de nosso Salvador, devemos ter uma devoção muito especial à Divina Misericórdia e devemos nos esforçar por gravar a Sua imagem em nosso coração”.[1]

Da mesma forma, consideremos as visões e locuções recebidas pela Irmã Josefa Menendez na década de 1920, registradas para nós num belo livrinho intitulado “O caminho do divino amor”. O livro inteiro é uma terna expressão de devoção ao Sagrado Coração. Contudo, Jesus também lhe explicou que a mensagem do misericordioso amor do Seu Coração deve ser proclamada a todas as pessoas. Ela registou as palavras de nosso Senhor da seguinte maneira:

“Quantas vezes no decorrer das épocas, de uma maneira ou outra, tenho feito o Meu amor ser conhecido dos homens: Tenho-lhes mostrado quão ardentemente desejo a sua salvação. Tenho revelado o Meu Coração a eles. Essa devoção tem sido como uma luz lançada sobre a terra toda, e hoje é um meio poderoso de conquistar almas, e assim, de estender o Meu reino.

Agora quero algo mais, porque, se anseio pelo amor em resposta ao Meu próprio, essa não é a única retribuição que desejo das almas: quero que todas elas tenham confiança na Minha misericórdia, que esperem tudo da Minha clemência e que nunca duvidem da minha prontidão para perdoar.

Isso é o que Eu quero que todos saibam. Ensinarei aos pecadores que a misericórdia do Meu Coração é inexaurível. Que os empedernidos e os indiferentes saibam que o Meu Coração é um fogo que vai incendiá-los, porque Eu os amo… e, acima de tudo, que devem confiam em Mim, e nunca duvidar da Minha misericórdia. É tão fácil confiar plenamente em Meu Coração!…

Meu Coração não é somente um abismo de amor; é também um abismo de misericórdia”.[2]

Além dos santos e dos videntes que viram o Sagrado Coração de Jesus como inseparáveis da Sua Divina Misericórdia, dois papas do século XX têm explicitamente ensinado a mesma coisa. Na sua encíclica sobre o Sagrado Coração, Haurietis Aquas (1956), o Papa Pio XII escreveu:

“Ao expor o Seu Sagrado Coração, Cristo nosso Senhor quis de uma forma extraordinária convidar as mentes das pessoas à contemplação e à devoção ao mistério do amor misericordioso de Deus pela raça humana. Nessa especial manifestação Cristo apontou para o Seu Coração, com palavras precisas e repetidas, como o símbolo pelo qual os homens devem ser atraídos ao conhecimento e ao reconhecimento do Seu amor; e ao mesmo tempo estabeleceu-o como sinal de penhor de misericórdia e graça para as necessidades da Igreja nos nossos tempos”.

Um ensinamento semelhante pode ser encontrado na encíclica Dives in misericordia do Papa João Paulo II. Ele nos fala da centralidade do Coração de Jesus na revelação da misericórdia de Deus:

“A Igreja parece professar de maneira especial a misericórdia de Deus e venerá-la quando se dirige ao Coração de Cristo. De fato, é justamente essa aproximação de Cristo no mistério do Seu Coração que nos capacita a permanecer no misericordioso amor do Pai, que constituiu o conteúdo central da missão messiânica do Filho do Homem”. [3]

Em síntese, de acordo com os santos, videntes e papas, devemos ser devotados ao Sagrado Coração de Jesus e, ao mesmo tempo, ter uma devoção especial à Divina Misericórdia que brota para nós do Seu Coração.

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Capítulo do livro “Jesus, misericórdia encarnada”, de autoria de Robert Stackpole.

Este foi o segundo texto da série que vai refletir sobre a proximidade das devoções do Sagrado Coração e da Divina Misericórdia.

Leia também os outros textos desta série

Para ler primeiro texto “O Sagrado Coração e a Divina Misericórdia são inseparáveis”, clique aqui!

Para ler o terceiro texto “O Sagrado Coração transborda de amor misericordioso para conosco”, clique aqui!

Para ler o quarto texto “A devoção ao Sagrado Coração facilmente se mescla com a devoção à Divina Misericórdia”, clique aqui!

Para ler o quinto texto “As festas litúrgicas da Divina Misericórdia e do Sagrado Coração de Jesus”, clique aqui!

Para ler o sexto texto “A proximidade dos atos devocionais do Sagrado Coração de Jesus e a Divina Misericórdia, clique aqui!

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[1]São João Eudes, The Sacred Heart of Jesus.

[2]Irmã Josefa Menendez, The Way of Divine Love.

[3]João Paulo II, Dives in misericórdia, nº13.

O Diário de Santa Faustina

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