Papa: o Espírito Santo é o reconstrutor da esperança

É de esperança a homilia do Papa Francisco na Missa celebrada na Praça Cavour em Camerino. A sua mensagem aos habitantes da região das Marcas atingida pelos terremotos de 2016, recordou que “somos pequenos sob o céu e impotentes quando a terra treme, mas para Deus somos mais preciosos que qualquer coisa”.

“ Enquanto aqui embaixo muitas coisas são rapidamente esquecidas, Deus não nos deixa no esquecimento ”

Francisco enfatizou a importância de “recordar” de que “não somos esquecidos por Deus, que somos seus filhos amados, únicos e insubstituíveis.” E recordar d’Ele, “nos dá força para não nos rendermos diante das contrariedades da vida”.

Espírito Santo, reconstrutor da esperança 

Para conseguirmos nos libertar “do passado que retorna, das recordações negativas que nos fazem prisioneiros, dos arrependimentos que paralisam”, temos necessidade de alguém que nos ajude a carregar os pesos que temos dentro, diz o Papa.

“Ele unge as más recordações com o bálsamo da esperança, porque o Espírito Santo é o reconstrutor da esperança”.

Jesus não nos tira os pesos como gostaríamos, pois “estamos sempre em busca de soluções rápidas e superficiais”, mas  Ele “nos dá o Espírito Santo (…), o Consolador, Aquele que não nos deixa sozinhos sob os pesos da vida”:

“Ele realiza em nós o que fez por Jesus: as suas chagas, aquelas feridas feias escavadas pelo mal, pelo poder do Espírito Santo, tornaram-se canais de misericórdia, chagas luminosas nas quais resplandece o amor de Deus, um amor que eleva, que faz ressurgir. É isso que o Espírito Santo faz quando o convidamos para as nossas feridas. Ele unge as más recordações com o bálsamo da esperança, porque o Espírito Santo é o reconstrutor da esperança.”

Mas, temos necessidade de uma esperança que não desiluda. As esperanças terrenas são efêmeras – afirma o Pontífice – têm sempre “data de vencimento”, pois “são feitas de ingredientes terrenos, que cedo ou tarde estragam”, ao contrário da esperança do Espírito:

A do Espírito é uma esperança duradoura. Não expira, porque se baseia na fidelidade de Deus. Infunde a confiança de não estarmos sozinhos. É uma esperança que deixa a paz e a alegria por dentro, independentemente do que aconteça fora. É uma esperança que tem raízes fortes, que nenhuma tempestade da vida pode desenraizar.”

Quem se aproxima de Deus não se abate

A terceira e última palavra que o Papa quis compartilhar com os fiéis foi “proximidade”. Para tal, recordou a Santíssima Trindade, que “é um mistério da proximidade de Deus”.

“A Trindade nos diz que não temos um Deus solitário lá no alto, no céu, distante e indiferente. Não! É Pai que nos deu o seu Filho, feito homem como nós, e que para estar mais próximo ainda, para nos ajudar a carregar os pesos da vida, nos envia seu próprio Espírito. Ele, que é Espírito, vem em nosso espírito e assim nos consola por dentro, leva a ternura de Deus ao nosso interior”:

Com Deus, os fardos da vida não permanecem em nossos ombros: o Espírito, a quem nomeamos toda vez que fazemos o sinal da Cruz, precisamente quando tocamos nossos ombros, vem nos dar força, encorajar-nos, sustentar nossos fardos. Essa é a força que Deus nos dá. Por isso, quem se aproxima de Deus não se abate, mas segue em frente: recomeça, tenta de novo, reconstrói.”

Fonte: Vatican News

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *