Lições que aprendemos com as atitudes da Sagrada Família
Hoje queremos refletir sobre duas lições fundamentais que podemos aprender com as atitudes da Sagrada Família de Nazaré.
Abra seu coração e entre para esta escola. Nela, Jesus, Maria e José não ensinam com discursos longos, mas com uma vida marcada pela obediência, pela mansidão e pela confiança em Deus.
1. A família que é obediente a Deus supera qualquer dificuldade
Os membros da Sagrada Família — Jesus, Maria e José — em tudo buscaram ser obedientes à vontade de Deus. Essa obediência não os isentou das provações, mas os manteve unidos em meio às dificuldades.
São José obedece prontamente à voz do Senhor:
“Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito” (Mt 2,13).
E sem demora, “José levantou-se, tomou de noite o menino e sua mãe” (Mt 2,14).
Maria, por sua vez, vive a obediência como entrega total:
“Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
Na carta apostólica Patris Corde, o Papa Francisco nos recorda que São José
“aceitou Maria sem colocar condições prévias”
e que sua vida foi marcada por uma confiança total em Deus, mesmo quando não compreendia plenamente os acontecimentos.
Como ensina o padre Donald Calloway:
“A obediência de São José salvou a vida de Jesus. Quando uma família aprende a escutar Deus, ela encontra forças para atravessar qualquer tempestade.”
Sabemos que os desafios familiares são muitos. Por isso, a oração se faz indispensável. É por meio dela que descobrimos a vontade de Deus e encontramos meios para vivê-la.
A Amoris Laetitia nos lembra que
“a oração em família é um meio privilegiado para exprimir e fortalecer a fé pascal” (AL, 318).
Por isso, busque viver momentos diários de oração em família e inclua também as crianças. Desde cedo, elas precisam compreender que a verdadeira força da família nasce da união com Deus.
2. A Sagrada Família nos ensina a mansidão
Viver em família não é fácil. O cansaço, as preocupações e as diferenças podem nos levar à impaciência. No entanto, a Sagrada Família nos aponta um caminho diferente: o da mansidão.
São José é exemplo claro disso. Ao descobrir a gravidez de Maria, sem ainda compreender o mistério que envolvia aquela situação, escolheu não ferir, não expor, não acusar:
“José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu abandoná-la em segredo” (Mt 1,19).
Sobre isso, o Papa Francisco afirma na Patris Corde:
“José nos ensina que ter fé em Deus inclui também acreditar que Ele pode agir através dos nossos medos, fragilidades e fraquezas.”
Padre Donald Calloway reforça:
“A mansidão de São José não é fraqueza, mas força interior. Ele prefere o silêncio à violência e a misericórdia ao julgamento.”
Também Maria viveu a mansidão, guardando os acontecimentos no coração (cf. Lc 2,19), confiando mesmo quando a dor atravessava sua alma.
E Jesus, manso e humilde de coração (cf. Mt 11,29), acolheu os pecadores arrependidos com ternura e verdade:
“Não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mc 2,17).
A Amoris Laetitia nos recorda que
“a mansidão é a força que vence a arrogância, a violência e o egoísmo” (AL, 104).
Como podemos perceber, atitudes simples — obediência, oração e mansidão — têm o poder de transformar nossas famílias. Quando deixamos que a Sagrada Família seja nosso modelo, nossos lares se tornam escolas de amor, perdão e fé.
Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós! 🙏

