A terceira Aparição de Nossa Senhora

Lembramos neste sábado (13 de julho) a terceira Aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos e meditamos sobre o Seu pedido, assim como a oração que o Anjo chama os Pastorinhos a rezar.

Nesta Aparição Nossa Senhora pede Comunhão reparadora nos primeiros sábados e que após cada mistério rezado do Santo Terço, dizer: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

Na terceira Aparição, a oração que o Anjo reza com os Pastorinhos de joelhos diante do Corpo e Sangue de Cristo suspenso no ar é “em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido” e pela “conversão dos pobres pecadores”.

A comunhão que os Pastorinhos recebem é também para reparar os crimes dos homens e consolar a Deus. Esta oração do Anjo em que se oferece “o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo” vem dar sentido ao oferecimento das orações e sacrifícios que os Pastorinhos são chamados a fazer.

Os Pastorinhos oferecem a oração e os sacrifícios unindo-se ao sacrifício que Cristo ofereceu e oferece constantemente ao Pai. Esta é a missão e obra de misericórdia ou salvação que Cristo realizou e para a qual o Anjo chamou e preparou os Pastorinhos.

13 de julho de 1917
A terceira Aparição de Nossa Senhora

Momentos depois de termos chegado à Cova de Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.

– Vossemecê que me quer? – perguntei.

– Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.

– Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.

– Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão de ver, para acreditar.

Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. E continuou:

– Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deve ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantamos a vista para Nossa Senhora que nos disse, com bondade e tristeza:

– Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.

Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo. Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

Seguiu-se um instante de silêncio e perguntei:

– Vossemecê não me quer mais nada?

– Não. Hoje não te quero mais nada.

E, como de costume, começou a elevar-se em direção ao nascente até desaparecer na imensa distância do firmamento.

 

Conteúdo extraído do livro Fátima e a Divina Misericórdia,
publicação da Editora Apostolado da Divina Misericórdia, Curitiba-PR.

 


Fátima e a Divina Misericórdia

Este livro é um convite a redescobrir a missão de misericórdia para a qual a humanidade é chamada, é um guia que conduz o cristão a renovar a sua experiência com a Misericórdia Divina.

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