Reflexão do Diário: A doce intimidade com Deus

“Outras não confiam na Minha bondade e nunca querem experimentar a doce familiaridade nos seus próprios corações, mas procuram-Me em algum lugar distante e não Me encontram. O que mais Me fere é essa falta de confiança na Minha bondade. Se a Minha morte não vos convenceu do Meu amor, o que vos convencerá? Muitas vezes, uma alma Me fere mortalmente, e aí ninguém Me consola. Utilizam as Minhas graças para Me ofender.” (Diário de Santa Faustina, 580).

 

Jesus é a própria bondade, mas muitos de nós têm dificuldade em acreditar nisso. Frequentemente, durante todo o Diário de Santa Faustina, Jesus fala sobre o quanto nossa desconfiança por Sua bondade o magoa.

Parece fácil confiar na bondade de Deus quando as coisas na minha vida estão indo bem. Mas quando o sofrimento aparece, é aí que temos a tendência de duvidar. Quando há sofrimento e dúvida da bondade de Deus, é quando mais fácil sentimos a tentação de procurar conforto em outro lugar – assim, caímos no pecado. Mas o pecado nunca satisfaz. Sempre que cedi a qualquer tipo de tentação, sempre me decepcionei com o pouco que me satisfez. Além disso, o pecado fere o coração de Cristo, especialmente o pecado mortal.

O pecado, é claro, magoa a Cristo porque Ele nos ama, e Ele quer o que é melhor para nós.  

Quando escolhemos pecar, nos machucamos e isso rasga Jesus por dentro. Ele sabe que o que Ele nos oferece, o que rejeitamos quando pecamos, é muito melhor para nós.

Jesus quer que experimentemos Sua paz, que podemos receber por meio de um relacionamento espiritualmente íntimo com Ele.

Na passagem do Diário acima mencionada, Jesus chama a intimidade de “doce” à qual Ele nos convida. Satisfaz muito mais do que qualquer quantidade de pecado jamais poderia.

Então, por que todos nós simplesmente não aceitamos essa doce intimidade que Cristo nos oferece?

Porque como você sabe, seguir a Cristo significa tomar Sua Cruz. Se você é como eu, em sua imperfeição, deve ter rejeitado a cruz mais do que algumas vezes em sua vida.

A cruz, afinal, é difícil. Infelizmente, quando rejeitamos a cruz, rejeitamos a prova final do amor de Cristo por nós. 

Em C.S. Lewis, As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Bruxa e o Guarda-Roupa; Susan faz uma pergunta sobre Aslan, o Leão, um arquétipo de Cristo. “Ele está bem seguro? Vou me sentir um pouco nervoso por encontrar um leão”. “Seguro?” disse o Sr. Beaver. “Quem falou em segurança? Claro que ele não está seguro. Mas ele é bom. Ele é o rei, eu digo”.

O Senhor nunca nos prometeu uma vida completamente segura, sem dor. De fato, Ele entrou em nossa própria dor para nos redimir – para provar Seu grande amor por nós. Quando sofremos, isso não significa que Deus nos abandonou. Afinal, Jesus e nossa Mãe Santíssima sofreram intensamente. Ele os abandonou? Claro que não.

A dor deles se tornou um sacrifício através do qual o mundo poderia ser redimido. A dor deles nos revelou o amor que Deus, o Pai, tem por nós.

Nossa dor também pode revelar o amor que temos por Deus Pai. Através da nossa dor, oferecida em união com a Cruz, podemos ganhar graças para nós mesmos e para o mundo inteiro.

Quando dizemos “sim” ao Seu plano para nós, sofreremos, mas também experimentaremos essa doce intimidade que somente Cristo pode nos oferecer.

 

Fonte: The Divine Mercy