2º dia: A misericórdia não tem medida

Dando continuidade ao retiro 15 dias de oração com Santa Faustina, seguimos meditamos trechos do Diário de Faustina Kowalska, e pedindo a sua intercessão para crescer na espiritualidade da misericórdia e aumentar a nossa fé no Amor divino.

 

2º dia: A misericórdia não tem medida

 

Trecho do Diário

“Ó fonte inesgotável da Misericórdia de Deus — derramai-Vos sobre nós! A Vossa bondade não tem limites. Confirmai, ó Senhor, a força da Vossa Misericórdia sobre o abismo da minha miséria, porque a Vossa compaixão não conhece limites. A Vossa misericórdia é incomparável, inatingível e encanta a mente dos homens e dos anjos.” (Diário, 819)

“Por tudo, a minha alma  louva ao Senhor e glorifica a Sua misericórdia, porque Sua bondade não tem fim. Tudo passará, mas a Sua misericórdia é sem limites e sem fim e, embora a maldade chegue ao seu limite, na misericórdia não há medida.” (Diário, 423)

O que aprendemos com Santa Faustina

Diante do cenário mundial que estamos vivendo (novo coronavírus), encontramos nos escritos de Santa Faustina uma herança de sua espiritualidade da misericórdia, que é necessária e estimulante. Isso porque as experiências de misericórdia vividas por esta humilde freira polonesa aconteceram no período que se estende da Primeira à Segunda Guerra Mundial.

Irmã Faustina nos ensina que a Misericórdia é o limite posto por Deus ao mal. Exatamente onde o mal se mostra mais presente que se revela com clareza o poder da cruz de Cristo.

Pela sua experiência e testemunho, Faustina descobre e indica à nossa época o lugar em que se encontra a fonte do conforto e da esperança: a misericórdia eterna de Deus.

Diante das calamidades que enfrentamos, a oração permite que tomemos distância para ter um olhar novo. Então é possível se por a pensar que o mal pode revelar-se, em certa medida,  proveitoso para criar ocasiões em que o bem aconteça. Medite sobre isso.

Assim, lembramos a convicção de São Paulo: Deus faz tudo concorrer para o bem daqueles que o amam (cf. Rm. 8,28).

É o próprio Senhor que veio e vem libertar o homem e revigora-lo, renovando-o desde o interior e desembaraçando-o do “príncipe deste mundo”. Deus sabe tirar o bem do mal. “Vou lutar contra o mal com as armas da misericórdia“. (Diário, 745)

  • Rezemos agora recorrendo à intercessão de Santa Faustina e São João Paulo II pedindo pela salvação da humanidade:

À humanidade que às vezes parece perdida e dominada pelo poder do mal, do egoísmo e do medo, o Senhor ressuscitado oferece o dom de seu amor que perdoa, reconcilia e reabre a alma à esperança. É um amor que converte os corações e dá a paz. Como o mundo tem necessidade de compreender e conhecer a misericórdia divina! (…) Senhor, que por tua morte e tua ressurreição revelas o amor do Pai, nós cremos em ti e com confiança repetimos hoje: “Jesus, tenho confiança em ti. Tem misericórdia de nós e do mundo inteiro”. (Papa João Paulo II, Ângelus póstumo de 3 de abril de 2005).

 

 

Fonte: Patrice Chocholski, Editora Paulinas.