4º dia: A Misericórdia para a paz

A meditação de deste 4º dia do retiro 15 dias de oração com Santa Faustina, nos fala sobre a paz que o mundo pode encontrar voltando-se com determinação para a Misericórdia Divina. Nossas meditações são apoiadas nos escritos do Diário de Faustina Kowalska.

Que Deus abençoe você que está rezando conosco e buscando um aprofundamento na espiritualidade da misericórdia.

 

Trecho do Diário

A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia.” (Jesus para Santa Faustina – Diário, 699)
Faustina recebe a missão de dizer à humanidade que se refugie no coração misericordioso de Cristo, para que possa ser cumulada de paz (Diário, 1777)
“Vosso espírito, Senhor, é de paz, e nada perturba o meu íntimo, porque Vós residis nele, Senhor.” (Diário, 761)

 

O que aprendemos com Santa Faustina

Em meados de 1930 uma forte crise econômica atingia a Europa. Temia-se um novo conflito Mundial [Segunda Guerra Mundial], onde a Polônia seria grandemente prejudicada. Diante disso, o que fazer para encontrar a paz?

Essa mesma pergunta fazemos nos dias atuais, ainda que os desafios sejam outros, como a pandemia que afeta o mundo através da disseminação do novo coronavírus.

A mensagem da mística polonesa ressoa mais forte do que nunca: o mundo pode encontrar a paz – reencontrá-la – desde que se volte com confiança e determinação para a Misericórdia de Deus.

É refugiando-se no coração compassivo e restaurador de Deus que cada um pode encontrar consolo e paz.

Santa Faustina passou por duros combates e em sua experiência descobre a paz que vem do Senhor. Quanto mais ela aprendia a “conhecer a Deus em sua misericórdia”, mais ela é foi inundada de paz e de amor (cf. Diário, 779).

É Cristo quem convida Faustina à paz, é Cristo quem deseja oferecer esta paz ao mundo. Reze pedindo que Cristo ajude você a alimentar intenções de paz; e alimentá-las nutrindo-se na fonte da paz que se manifesta na Misericórdia.

A determinação de Santa Faustina, e do Senhor através dela, de voltar-se para a misericórdia é um convite ardente à oração; uma oração que crê fundamentalmente que aquele a quem me dirijo é antes de tudo e acima de tudo o Misericordioso.

Reflita, o que há de mais animador para a oração do que saber que nosso Pai me acolhe assim como sou, com ternura e fidelidade, e que o que o urge é devolver-me à dignidade humana? O que há de mais animador do que os braços maternos que se inclinam sobre o filho para abraçá-lo, acaricia-lo e curá-lo?

A mensagem da paz para o mundo é um convite vigoroso a redescobrir o que é essencial saber: pedir a Deus misericordioso para receber a sua ternura e sua fidelidade, imitá-lo tornando-se também Misericordioso. É entrar nas relações com os outros renovados pela misericórdia. É uma mansidão, frágil, mas subversiva, que é capaz de transformar os próprios sistemas: econômicos, políticos, sociais e religiosos.

Minha oração hoje: “Meu Jesus, minha força, minha paz e meu descanso, nos Vossos raios de misericórdia mergulha a minha alma todos os dias, não há um só momento na minha vida em que não experimente a Vossa misericórdia, ó Deus. Com nada mais conto em toda a minha vida senão com a Vossa infinita misericórdia, Senhor — ela é a estrela que me conduz na minha vida. Minha alma está repleta da Misericórdia de Deus.” (Diário, 697)

 

Fonte: Patrice Chocholski, Editora Paulinas.