7º dia: A misericórdia de Deus

Hoje meditamos o 7º dia do retiro 15 dias de oração com Santa Faustina, que fala sobre o amor visceral que o Senhor tem por cada um, um amor que vai até o fim, incondicional como o amor de uma mãe por um filho.

Nossas meditações são apoiadas nos escritos do Diário de Faustina Kowalska.

Que Deus abençoe você que está rezando conosco e buscando um aprofundamento na espiritualidade da misericórdia.

 

Trecho do Diário

Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia.” (Diário, 699)

Escreve: Tudo o que existe está encerrado nas entranhas da Minha misericórdia, de uma forma mais profunda que a criança no ventre de sua mãe.” (Diário, 1076)

“Tudo o que saiu das mãos do Criador está encerrado num mistério inconcebível, isto é, na íntima profundidade da Sua misericórdia. Quando reflito sobre isso, o meu espírito desfalece, e o meu coração derrete-se de alegria. Ó Jesus, através do Vosso Coração tão compassivo, como por um cristal, passaram a nós os raios da misericórdia divina.” (Diário, 1553)

O que aprendemos com Santa Faustina

Para Faustina, a misericórdia de Deus é o amor visceral que o Senhor tem por cada um, é o amor mais forte, que vai até o fim, incondicional como o amor visceral de uma mãe por um filho.

Com Faustina podemos reaprender a mergulhar no mistério do ser: “Mergulho inteiramente no abismo da tua misericórdia sempre aberta a toda alma”. E é no encontro com Jesus Cristo que ela experimenta a abertura das entranhas trinitárias de misericórdia:

Da fonte da Vossa misericórdia, ó Senhor,
flui toda a felicidade e vida,
por isso vós, criaturas todas e elementos,
cantai enlevados a canção da misericórdia.
As entranhas da Misericórdia de Deus
foram abertas para nós pela vida de Jesus, estendido na cruz;
não deves duvidar, nem desesperar, pecador,
mas confiar na misericórdia, porque também tu podes ser santo. (Diário, 522)

Faustina se torna, assim como São João, testemunha dessa abertura carnal das entranhas do Filho, assim como do rio de água e de sangue que jorram do Seu peito aberto, símbolo do Batismo e da Eucaristia. (cf. Diário, 299)

A Irmã contempla todo o mistério da vida de Jesus Cristo, principalmente a experiência pascal, paixão, morte e ressurreição, que se torna reveladora dessa misericórdia eternamente visceral. Ao compreender isso, Santa Faustina sente uma grande alegria, e então ela recebe do Senhor o desejo de uma festa para celebrar em toda a Igreja essa felicidade, na conclusão da Oitava da Páscoa – a Festa da Misericórdia.

 

Minha oração hoje: “Ó fonte inesgotável da Misericórdia de Deus — derramai-Vos sobre nós! A Vossa bondade não tem limites. Confirmai, ó Senhor, a força da Vossa Misericórdia sobre o abismo da minha miséria, porque a Vossa compaixão não conhece limites. A Vossa misericórdia é incomparável, inatingível e encanta a mente dos homens e dos anjos.” (Diário, 819)

 

 

Fonte: Fonte: Patrice Chocholski, Editora Paulinas.