8º dia: A misericórdia restaura a dignidade

Na meditação do 8º dia do retiro 15 dias de oração com Santa Faustina, refletimos sobre a bondade e a alegria da Irmã ao partilhar a compaixão e a misericórdia de Deus ao próximo, e ajudá-los a terem sua dignidade recuperada.

Nossas meditações são apoiadas nos escritos do Diário de Faustina Kowalska.

Que Deus abençoe você que está rezando conosco e buscando um aprofundamento na espiritualidade da misericórdia.

 

Trecho do Diário

“Senhor: Transformai-me inteiramente em Vós, mantende-me continuamente no santo zelo pela Vossa glória, dai-me a graça e a força de espírito para cumprir em tudo a Vossa santa vontade. Agradeço-Vos (…) pela dignidade que me conferistes.” (Diário, 240)

“Embora me considere a menor em todo o convento, alegro-me com a dignidade de esposa de Jesus…” (Diário, 1502)

O que aprendemos com Santa Faustina

Santa Faustina às vezes era solicitada para que intercedesse ao Senhor por algumas situações e cidades da Polônia. E ela se alegrava muito ao ver a reação misericordiosa do Senhor, que continuava a dar-lhe a sua confiança para reedificar a dignidade de tal cidade, abençoando-a.

Quanto mais via a compaixão de Deus por essas pessoas, tanto mais sentia alegria pela vida salva, pela dignidade recuperada.

Para Irmã Faustina, a misericórdia não se limitava a uma compaixão que se fecharia em si na comiseração; a misericórdia é sobretudo, a alegria participada pela ovelha reencontrada, pela vida salva, pelo amor experimentado de novo. É a abundância dessa alegria para a dignidade reencontrada que verificamos também na parábola do Filho Pródigo.

Nesta parábola o pai tem consciência de que foi salvo um bem fundamental, o da humanidade de seu filho. Este dilapidou ao bel-prazer a herança econômica, mas a sua humanidade está intacta, salva. Foi como que reencontrada. É isso que interessa ao Pai, apenas isso. O passado não existe para ele, só a situação atual da pessoa tem valor a seus olhos e coração.

Santa Faustina era invadida por uma grande alegria, porque espera para si mesma e para todos a misericórdia de Deus (cf. Diário, 39). Trata-se de uma participação na alegria do outro, de uma partilha de alegria pela misericórdia. (cf. Diário, 230, 421, 633).

Para a Irmã, o Amor-Misericórdia “se inclina” sobre todas dificuldades físicas morais, ou espirituais. E não é nunca humilhando o outro, mas, ao contrário, restaurando a dignidade, valorizando e promovendo.

Que, nestes tempos de desesperança, a oração com Santa Faustina nos revele a importância de saber oferecer sua atenção aos outros. Que ela nos ajude a viver intensamente as relações do cotidiano, para que cada um, com o nosso olhar, o nosso gesto, se sinta importante para nós e para Deus.

 

 

Fonte: Fonte: Patrice Chocholski, Editora Paulinas.