A Paixão de Jesus Cristo como prova de Divindade e Misericórdia

Antes da Sua Paixão

Fotos: Teatro da Paixão de Cristo, 2018 – Santuário da Divina Misericórdia

Ao se despedir dos apóstolos antes da Sua Paixão, Jesus Cristo os instrui a respeito dos mais profundos mistérios da fé, que nenhuma inteligência humana jamais seria capaz de descobrir, como, por exemplo, a respeito da Santíssima Trindade, da Encarnação, da Redenção da humanidade, da santificação dos Seus discípulos através do Espírito Santo, da continuidade da Igreja apesar das terríveis perseguições, etc., e lhes promete a Sua ajuda até o fim do mundo. Faz dos apóstolos os mediadores entre a humanidade pecadora e Deus, e lhes concede o poder supremo de atar e desatar as consciências humanas, ou seja, de perdoar seus pecados.

Jesus Cristo toma sobre Seus ombros os pecados de todos os homens, suporta terríveis sofrimentos, e os suporta de livre e espontânea vontade, a fim de prestar reparação à Justiça divina e nos alcançar o perdão e a justificação. Ele concretizou em Sua Paixão a profecia do Salmista: “Misericórdia e fidelidade se encontram, justiça e paz se abraçam” (Sl 85(84),11).

Salvação

A Paixão de Jesus Cristo é a fonte da nossa salvação. A misericórdia divina não afastou pelos séculos os pecadores, mas inventou um meio infalível, inaudito, digno da admiração e do enlevo de todos os anjos e homens. Eis que a Sabedoria eterna – o Filho de Deus, por quem foi feito tudo o que foi feito, assume a natureza humana para nela sofrer e dessa forma salvar a humanidade pecadora. Somente Ele – como igual a Deus Pai, podia prestar digna reparação pela infinita ofensa e instituir um tesouro do qual fosse possível haurir incessantemente a reparação pelos pecados de todos os homens até o fim do mundo. Se não fosse Deus, não poderia ter prestado digna reparação, e se não fosse Homem, Sua reparação não procederia dos homens, que novamente não teriam um modelo perfeito e seguro de como alcançar o perdão.

Todas as obras de Jesus Cristo são maravilhosas e grandes, e superam infinitamente as obras humanas. No entanto, a maior e a mais admirável obra é a Sua dolorosa Paixão. (…) A partir do momento em que Jesus foi erguido na cruz, o príncipe deste mundo foi expulso. Por isso a paixão de Jesus é a Sua subida ao Trono.

Em Sua Paixão o Salvador revela o Seu máximo poder e a Sua mais alta dignidade. De todas as dignidades de Deus para conosco, a mais admirável é a dignidade de ser nosso misericordiosíssimo Salvador, a Quem sempre cada um de nós pode se dirigir com confiança.


 

Trecho extraído do livro A Misericórdia de Deus em suas Obras- Pe. Miguel Sopoćko, da Editora Apostolado da Divina Misericórdia, Curitiba-PR.