A Quaresma de Santa Faustina

Santa Faustina Kowalska, a secretária da Misericórdia escolhida pelo próprio Jesus (cf. Diário de Santa Faustina, 1605), costumava aproveitar cada momento do seu dia para estar com Deus. Mesmo nos momentos de trabalho, lá estava ela, em silêncio, adorando o Senhor em seu coração, sem que ninguém percebesse. “Não permitirei que seja absorvida pelo trabalho a ponto de me esquecer de Deus” (Diário, 82), esse era o seu propósito.

Se ela procurava não desperdiçar as graças da Divina Misericórdia em qualquer momento, muito mais ela sabia aproveitar o tempo da Quaresma para adorar a Jesus e contemplar a Sua Paixão.

“Lembro que recebi a maior porção de luzes nas adorações, que fazia diariamente, durante meia hora, no tempo da quaresma”, assim ela se expressou em suas anotações.

E você sabe como ela costumava adorar a Jesus durante a Quaresma no início de sua vida religiosa?

A Irmã Faustina fazia a sua adoração “prostrada em cruz diante do Santíssimo Sacramento”.

E como essa atitude foi proveitosa para ela? “Durante esse tempo, conheci melhor a mim mesma e a Deus” (Diário, 147).

Contudo, no tempo da Quaresma, Santa Faustina foi muito além da adoração. Ela contemplava a Paixão de Jesus com tanta intensidade que era capaz de sentir no seu próprio corpo os sofrimentos da flagelação. “Durante esta Quaresma, sentia frequentemente a Paixão de Nosso Senhor no meu corpo; sentia no fundo do meu coração tudo o que Jesus sofreu, embora exteriormente em nada se manifestassem os meus sofri­mentos — sabe deles apenas o confessor” (Diário, 203)

Quando a doença caiu sobre seu corpo, Santa Faustina queria mortificar-se por amor a Jesus, contudo já não conseguia realizar as mesmas práticas. Mas nem por isso deixou os sacrifícios de lado.

“Ainda que queira e deseje, não posso exercitar-me em grandes mortificações, como antigamente, visto que estou sob rigorosa vigilância do médico. Mas posso exercitar-me em coisas menores e em primeiro lugar — dormir sem travesseiro, ficar um pouco com fome, recitar diariamente com os braços estendidos o Terço que o Senhor ensinou-me, rezar alguma vez com os braços estendidos por tempo indeterminado uma oração sem fórmula. Intenção: pedir misericórdia para os pobres pecadores e, para os sacerdotes, o poder de sensibilizar os corações pecadores” (Diário, 934).

Conforme os anos se passavam e a doença avançava cada vez mais, Santa Faustina unia a sua vontade com a de Deus, sem desperdiçar as graças do tempo quaresmal e encontrando alento na Paixão de Jesus.

“Comecei a santa Quaresma como desejava Jesus, submetendo-me inteiramente à Sua santa vontade e aceitando com amor tudo o que me enviar. Não sou capaz de maiores mortificações, porque estou muito fraca. A longa doença destruiu completamente as minhas forças. Uno-me a Jesus, pelo sofrimento. Quando reflito sobre a Sua do­lorosa Paixão, diminuem os meus sofrimentos físicos” (Diário, 1625).

Na sua última Quaresma, já muito debilitada, o próprio Jesus a introduziu na amargura da Sua Paixão. Santa Faustina anotou:

“O Senhor me disse: Vou levar-te, durante toda a Quaresma, à Mi­nha escola. Quero ensinar-te a sofrer. — Respondi: ‘Convosco, Senhor, estou pronta para tudo’, e ouvi a voz: Permito-te beber do cálice do qual Eu bebo; estou te dando hoje essa exclusiva honra…” (Diário, 1626).

Saibamos todos nós, cada um à sua maneira, aproveitar as graças do tempo da Quaresma. Na contemplação da Paixão de Jesus O consolaremos e encontraremos consolo.

 


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