Santa Faustina: confiança sem limites em Deus

Dia de Santa Faustina: 5 de outubro

Às 22h45, irmã Maria Faustina Kowalska falece. Após longos sofrimentos suportados com grande paciência, regressa ao seu Senhor de quem há de receber a recompensa.

Irmã Faustina ofereceu a sua vida pelos pecadores, e por tal motivo passou por diversos sofrimentos, socorrendo assim as almas.

Nos últimos anos de vida aumentaram os tormentos interiores da dita “noite passiva” do espírito e os padecimentos do organismo: manifestou-se a tuberculose, que lhe atacou os pulmões e o aparelho digestivo. Por causa disso esteve por duas vezes, durante alguns meses, internada no hospital de Prądnik, em Cracóvia.

Fisicamente esgotada até ao limite, embora plenamente madura em seu espírito, misticamente unida a Deus, acabou por falecer em fama de santidade a 5 de outubro de 1938, contando apenas 33 anos de vida e 13 de profissão religiosa.

O seu corpo foi depositado num jazigo do cemitério do convento em Cracóvia-Łagiewniki e, durante o processo informativo da beatificação em 1966, transladado para a capela do convento. Antes da beatificação, ocorrida em 18 de abril de 1993, as suas relíquias foram colocadas em um altar lateral do Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia-Łagiewniki, sob a Imagem de Jesus Misericordioso.

Àquela simples religiosa, sem instrução, mas valorosa e de uma confiança sem limites em Deus, Jesus Cristo confiou a grande missão: a Mensagem da Misericórdia dirigida ao mundo inteiro. “Hoje estou enviando-te — disse — a toda a humanidade com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao Meu misericordioso Coração” (Diário, 1588). “És a secretária da Minha misericórdia. Eu te escolhi para essa função nesta e na outra vida” (D. 1605); “(…) é teu dever e tua missão em toda a tua vida dar a conhecer às almas a grande misericórdia que tenho para com elas e animá-las à confiança no abismo da Minha misericórdia” (D. 1567).

A missão da irmã Faustina consiste na recordação de uma verdade de fé, desde há séculos conhecida, embora bastante esquecida: o amor misericordioso de Deus para com o homem, e a transmissão de novas formas do culto à Misericórdia Divina, cuja prática haverá de conduzir à renovação da vida cristã em espírito de confiança e misericórdia.

O Diário da irmã Faustina, escrito durante os últimos quatro anos da sua vida, por expressa ordem de Nosso Senhor, tem a forma de um memorial em que a autora vai anotando, sequencialmente e retrospectivamente, sobretudo as “aproximações” e contatos da sua alma com Deus.

 

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