O Ano Santo da Misericórdia acabou, e agora?

ano-santo-da-misericordiaNa solenidade de Cristo Rei, 20 de novembro, encerrou o Ano Santo da Misericórdia. Certamente muitos se perguntam: Mas, e agora? Como ficamos? Agora, devemos seguir nosso peregrinar terreno cumprindo aquilo que o Papa Francisco nos convidou a fazer: “que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas da misericórdia” (homilia 11.04.2015).

Se soubemos aproveitar as graças desse Ano Santo, se nos abrimos ao perdão de Deus e deixamos que Ele curasse as nossas feridas com o bálsamo da misericórdia, se agimos com misericórdia no convívio com o próximo, se seguimos no esforço de praticar as obras de misericórdia no dia a dia – significa que fomos transformados, e se fomos transformados somos testemunhas do amor misericordioso de Deus que não tem limites. E através de nossos vidas permitimos a Deus estender o tempo de misericórdia.

A Misericórdia Divina é infinita

Assim escreveu São João Paulo II nos anos 80: “A misericórdia em si mesma, como perfeição de Deus infinito, é também infinita. Infinita, portanto, e inexaurível é a prontidão do Pai em acolher os filhos pródigos que retornam à sua casa. São infinitas também a prontidão e a força do perdão que brotam continuamente do admirável valor do Sacrifício do Filho. Nenhum pecado humano prevalece sobre esta força e nem sequer a limita” (Rico em Misericórdia. Editora Apostolado da Divina Misericórdia, ed. 2015. pp. 64).

Também Santa Faustina, que recebeu a missão do próprio Jesus de falar ao mundo da Misericórdia Divina, registrou inúmeras vezes em seu Diário sobre a infinita bondade de Deus. “Oh, como Deus é infinitamente bom, persegue-nos com a Sua bondade”; “Que Deus é infinitamente misericordioso, ninguém poderá negar; mas Ele deseja que todos saibam disso, antes que venha novamente como Juiz, quer que primeiro as almas O conheçam como Rei de Misericórdia”; “Deus, sempre santo, justo e infinitamente misericordioso” (Diário de Santa Faustina, 158 / 378 / 320).

Também o próprio Jesus afirmou que para a misericórdia não há limites: “ Encoraja as almas com as quais convives à confiança na Minha infinita misericórdia. Oh, quanto amo as almas que têm plena confiança em Mim tudo farei por elas” (Diário,294).

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A misericórdia é o caminho para o Céu

Na bula de proclamação do Ano Santo da Misericórdia o Papa Francisco afirmou que a “misericórdia é o caminho que une Deus ao homem” (Misericordiae Vultus, nn.2). Se é um caminho, significa que não podemos permanecer parados, precisamos percorrê-lo. “O autêntico conhecimento do Deus da misericórdia, Deus do amor benigno, é uma constante e inexaurível fonte de conversão, não somente como momentâneo ato interior, mas também como disposição permanente”, afirmou São João Paulo II. “Aqueles que assim O ‘veem’, não podem viver de outro modo que não seja convertendo-se a Ele continuamente. Passam a viver in statu conversionis, em estado de conversão; e é este estado que constitui a característica mais profunda da peregrinação de todo homem sobre a terra” (Rico em Misericórdia. n.13, p. 65).

O Ano Santo acabou, mas não deve acabar dentro de nós. Peçamos a Deus a graça de seguirmos pela via da conversão, amparados pela Mãe de Misericórdia, vivendo e praticando a misericórdia, pois “eterna é a sua misericórdia” (Salmo 136). E que o lema do Ano Santo – “misericordiosos como o Pai” – permaneça gravado em nossos corações e seja manifestado diariamente em nossas atitudes.

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