Apresentação de Nossa Senhora

A Igreja convida todos os seus filhos a celebrar hoje, 21 de novembro, a apresentação da Bem-aventurada Virgem Maria. Feliz fruto da esterilidade de São Joaquim e Santa Ana, avós de Nosso Senhor, Maria Santíssima foi consagrada ao serviço a Deus no Templo de Jerusalém ainda menina, por volta dos três anos de idade.

Entregue inteiramente ao Senhor, nossa querida Mãe do Céu permaneceu ligada ao Templo até os doze anos, pouco mais ou menos, quando foi desposada por São José e visitada pelo Arcanjo Gabriel. Foi aliás neste período que, segundo a tradição, Maria teve sua primeira ovulação, da qual veio a nascer Jesus Cristo, seu verdadeiro primogênito.

Como quer que seja, a memória da apresentação desta Mãe admirável nos deve imprimir no coração a integridade dessa entrega a Deus. Maria, com coração indiviso, se consagra ao Senhor, devolve-lhe tudo o que dele mesmo recebera: sua vida, sua pureza, sua virgindade nunca tocada, jamais profanada.

Fazendo-se, pois, por uma graça especialíssima do alto, a escrava predileta do Pai, Maria Santíssima mereceu apresentar ao mundo o próprio Filho de Deus; fazendo-se a menor das mulheres, mereceu ser coroada Rainha dos Anjos, dos Profetas, dos Apóstolos; negando-se a si mesma, rejeitando qualquer projeto pessoal, mereceu tornar-se a Porta do Céu para todas as gerações futuras. Rezemos hoje de modo especial a essa nossa Mãe querida: que ela, apresentada a Deus desde pequenina, se digne socorrer-nos na hora da morte e, por meio de suas súplicas onipotentes, apresentar-nos no templo eterno do Senhor.

Segundo a tradição, a menina Maria foi levada ao Templo por seus pais para que integrasse o grupo de donzelas que ali eram consagradas a Deus e instruídas na piedade.

De acordo com o “Protoevangelho de São Tiago”, uma fonte cristã que não está incluída no Canon da Bíblia, a Virgem foi recebida pelo sacerdote, que a abençoou e exclamou: “O Senhor engrandeceu seu nome por todas as gerações, pois ao fim dos tempos manifestará em ti sua redenção aos filhos de Israel”.

No século VI já se celebrava esta Festa no Oriente. Em 1372, o Papa Gregório XI a introduziu em Avignon e, posteriormente, o Papa Sisto V a estendeu a toda a Igreja.

Nesta data também se recorda a Dedicação da Igreja da Santa Maria Nova, no ano 543, que foi edificada perto do Templo de Jerusalém.

Na Liturgia das Horas, lê-se: “Neste dia da solene consagração da igreja de Santa Maria Nova, construída junto ao templo de Jerusalém, celebramos com os cristãos do Oriente aquela consagração que Maria fez a Deus de si mesma desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça ficara plena na sua imaculada conceição”.

Em 21 de novembro de 1953, o Papa Pio XII instituiu este dia como a “Jornada Pro Orantibus”, em honra às comunidades religiosas de clausura.

Por isso, em 2014,o Papa Francisco incentivou que esta seja “uma ocasião oportuna para dar graças ao Senhor pelo dom de tantas pessoas que, nos mosteiros e eremitérios, se dedicam a Deus na oração e no silêncio operoso, reconhecendo-lhe o primado que só a Ele compete”.

“Demos graças ao Senhor pelos testemunhos de vida claustral, sem lhes fazer faltar o nosso auxílio espiritual e material, para cumprir esta importante missão”, enfatizou o Pontífice.

 

 

Fonte: Padre Paulo Ricardo e Acidigital.