Testemunho de fé de um parto prematuro

Devota Mirian Pires

Descobri que estava grávida em abril de 2018. Eu e meu esposo ficamos muito felizes com a gravidez, afinal era um sonho que estava se realizando.

 A minha gravidez correu bem até eu completar 30 semanas de gestação. No dia 9 de outubro, senti escorrer um liquido gelatinoso no momento que eu tomava banho, mas sem nenhuma dor, fiquei nervosa e resolvi ligar para minha irmã. Ela me acalmou e disse que era normal desde que não tivesse dor e nem sangue, mas falou para que eu comunicasse minha médica do ocorrido, para ela me orientar. Então liguei para a médica, que me disse o mesmo que a minha irmã tinha me dito, e que era o meu corpo se preparando para o parto, era normal.

Nos dias seguintes eu sentia uma dor na barriga que parecia que ela endurecia e muita dor nas costas, mas sem o tal corrimento. No dia 12 de outubro minhas irmãs vieram a minha casa e contei que eu estava com dor nas costas e endurecimento na barriga, elas não me quiseram preocupar, mas falaram para eu procurar a maternidade para ver se era normal e se estava tudo bem com a minha Luiza.

Na maternidade Santa Brígida contei para a médica o que estava acontecendo e ela me pediu para fazer uns exames. Fiz um ultrassom e um ecodhooppler. Cheguei lá às 8h da manha e fiquei em observação, quando foi 4h da tarde veio a notícia que abalaria a minha vida e de meu marido: falaram que eu teria que interromper a minha gestação, pois a minha filha estava em estado de sofrimento dentro de mim e estava com baixo peso, o que não coincidia com a fase que eu estava de gravidez.

Meu mundo desabou naquela hora. Para quem foi por causa de um corrimento e sair com resultado de ter que retirar minha menina, meu mundo desabou. Achei que estava perdendo-a. Naquela mesma noite, antes de ir para a maternidade eu orei para que minha filha estivesse bem e todas  vezes  que eu fechava meus olhos a imagem de Nossa senhora de Fatima aparecia para mim. Nesse momento eu consagrava minha filha a ela, rezando para que desse tudo certo nos exames que eu fizesse no hospital. Falaram-me que eu teria que fazer uma cesárea de urgência e que ali não tinha suporte para me receber, pois estava cheio e eu teria que me encaminhar para a Maternidade Nossa Senhora de Fatima, pois provavelmente minha filha precisaria de Uti e ali não tinha vaga, eu teria que ir imediatamente para lá.

Eu e meu marido fomos com o coração aquebrantado e pedindo a Deus que aquilo fosse tudo engano e que eu não tivesse que fazer o parto assim, tão cedo. Chegando lá fomos recebidos pela Drª Marcia Mantovane, que viu meus exames e repetiu todos eles para confirmar os resultados que tinha dado no hospital de antes.

Foi então que foram dando todos normais e até ela não acreditava no que estava acontecendo, mas mesmo assim me deixou internada, pois a minha pressão estava muito alta, estava em torno de 17/9 e teria que baixar para ela me liberar para ir para casa. Fiquei 4 dias que internada fazendo exames. Minha pressão estava baixando e no dia que eu ia receber a alta; por uma interversão divina minha médica pediu um exame de último minuto só para ver como que a minha filha estava.

Então fui fazer mais uma ultrassom e mal sabia que lá eu iria receber uma notícia que não era o que eu pensava. Quando a médica começou a fazer o exame em mim ela começou a tremer e falava que nunca tinha visto isso e chamou uma segunda opinião e confirmou o que ela pensava. Havia um nó no cordão umbilical, e não estava passando nutrientes para minha filha, confirmando que ela estava em estado de sofrimento dentro de mim.

Voltei para o quarto arrasada. Perto do meu quarto tinha uma capela e fui conversar com DEUS para que ele me orientasse e ajudasse naquele momento tão difícil, então consagrei a minha menina a nossa Senhora. Voltei para o quarto e quando foi 14h minha médica apareceu no quarto com os resultados dos exames e disse o que estava acontecendo e confirmou o que eu pensava.

Eu teria que fazer uma cesárea de urgência. Foi então que às 15h eu entrei no centro cirúrgico e às 15h35 Luiza nasceu de 30 semanas com 1,360g e 36cm, e foi levada às pressas para a UTI NEONATAL.

Mais ou menos pelas 20h30 pude ver minha filha, tão frágil e pequena. Muitas coisas se passaram pela minha cabeça, eu sonhava em ter uma gestação normal, de dar a luz a minha filha e depois ir embora com ela em meus braços, mas os planos de Deus para mim eram outros. Porém, em nenhum momento me senti desamparada por Deus.

Tiveram algumas intercorrências, a Luiza ficou respirando por ajuda de aparelhos, teve uma hemorragia grau 1 e um coraçãozinho mal fechado. Mas tudo isso para honra e glória do nosso amado Jesus Misericordioso foi passado com muita fé, pois toda vez que eu ia à capela pedia para Ele lavar e derramar os raios de sua misericórdia sobre ela.

Foram 47 dias de muita luta, de altos de baixos, de chegadas e partidas, sempre deixava com ela meu coração e pensamentos, a canseira com os dias foram aumentando, mas todas as vezes que chegávamos lá tudo desaparecia, se pudéssemos dormiríamos com ela. Não tem dor maior no mundo de ter que ir para casa e deixar um filho no hospital sozinho, só quem passou por isso sabe como é, de segunda a segunda, casa-uti-casa. Não tem descanso, passei minha dieta inteira dentro de um hospital.

Foi muita oração para que aquele sofrimento acabasse logo. Foram muitas as orações que fizemos com ela através daquela incubadora, foram muitas lágrimas que escorreram pelo nosso rosto todo dia pelo fato de não poder sentir seu cheiro e nem beijar seus cabelos. E quando achávamos que iriamos embora acontecia alguma coisa.

Mas em todos esses momentos nossa Mãezinha se fazia presente, ela se mostrava nos detalhes e eu ficava maravilhada com o seu amor e cuidado. Foram muitas as vezes que ela se revelou para nós e acalmou eu e meu esposo. No nosso coração sabíamos que iriamos levar nossa menina para casa, só bastava saber esperar e continuar confiando no tempo do nosso Pai. E esse dia chegou no dia 1 de Dezembro.

Estávamos tão felizes que mal podíamos conter a emoção, e o primeiro lugar que fomos com ela foi na capelinha do hospital agradecer a Jesus e Nossa Senhora todo amor e cuidado para com a nossa família. Enfim, agradeço a todos que entraram em oração pela nossa família, obrigada a vocês meus queridos Padres da nossa amada casa da Divina Misericórdia, aos intercessores do Santuário e todas as pessoas que dedicaram o seu tempo para orar por nós. ​ JESUS, EU CONFIO EM VÓS!

 


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