Testemunho: Pela segunda vez Mãe de UTI

Minha querida e amada Casa da Misericórdia, venho testemunhar mais uma vez a graça de ter minha filha novamente em meus braços depois de um medo terrível que aterrorizou a minha alma e de meu esposo.

Vou resumir um pouco a historia de vida da minha filha antes de começar o meu testemunho de fato. Meu 1 testemunho de vida da Luíza se encontra completo na página do santuário (clique aqui para ler). A Luíza nasceu de 30 semanas de gestação, devidos a uma pré-eclâmpsia que ocorreu. Até então a gestação estava indo super bem, e nos exames que foram feitos na maternidade viram que ela estava em sofrimento fetal e então tive que fazer uma cesária de urgência, mas minha filha nasceu bem para honra e glória do Senhor Jesus. Ficamos 47 dias na UTI Neo na maternidade nossa Senhora de Fátima, houve algumas intercorrência, mas nada se compara com o testemunho que agora irei contar, sobre o segundo internamento da Luíza com 4 meses de vida.

Estava indo tudo bem depois da alta da UTI Neo, estávamos indo pra dois meses já em casa. Então a Luíza começou apresentar febre e diarreia, achei que podia ser reação da vacina dos 4 meses que ela tinha tomado naquela semana. Resolvemos leva-la ao médico, pois ela apresentou febre bem alta. Lá ela foi medicada e passou, mas no mesmo dia Luíza começou a ter diarreia, do mesmo jeito achei que também podia ser reação da vacina então resolvi esperar um pouco para leva-la ao médico novamente.

Esperamos por dois dias e nada daquilo passar, fora a assadura, apareceu outro sintoma: vômito, que levou a ela parar de mamar. Levamos Luíza ao Hospital e lá a médica disse que a bebê estava bem e que era para dar Enterogermina que iria passar os sentimos na 1ª ampola. Então viemos pra casa. Demos a 1ª ampola, a 2ª e nada da Luíza melhorar, só piorava. A noite ela gemia de dor e eu tentava dar mama, mas ela não mamava.

No dia seguinte levei Luíza cedo de volta ao atendimento e medica que nos perguntou há quantos dias estávamos dando o remédio pra ela e falamos que tínhamos levado um dia atrás e que não tinha resolvido. A doutora falou que “um dia não fazia milagre”…

Aquilo caiu como uma faca no meu peito. Eu disse que eu não ia embora sem que ela prescrevesse um soro, pois a minha filha não estava mamando mais e estava desidratada. Então fomos pra sala para ela tomar soro e nesse tempo foram pedidos exames para saber o que estava acontecendo.

Nisso os resultados foram saindo e a Luíza só piorando. 1º resultado acidose metabólica, depois fomos para o quarto para ela continuar a tomar soro para tentar reverter o quadro, nisso a saturação da minha filha começou a cair (respiração) e foram solicitados mais exames minha filha entrou às pressas no oxigênio.

Quando me vejo uma equipe médica sai correndo com a minha filha, pois ela estava entrando em parada respiratória, e em questão de tempo recebo a noticia de que filha estava na UTI. Eu não estava acreditando que estava passando por tudo aquilo de volta com a minha menina. Ela mal tinha saído de uma UTI e estava em outra de volta. A noite veio o resultado do que estava acontecendo com a minha menina, ela tinha uma bactéria no intestino que era muito agressiva e que era alto imune e os médicos estavam lutando para salvar a Luíza.

Então mandaram para que viéssemos para casa para descansar e voltássemos no dia seguinte, porque a Luíza estava toda sedada e não ia sentir a nossa falta. Eu e meu marido não queríamos sair de perto da nossa menina, mas ele estava muito cansado, pois tinha trabalhado a noite inteira e estava comigo durante o dia todo. Ele precisava descansar um pouco, então fomos pra casa, foi questão da gente tomar um banho e comer alguma coisa e ligaram para voltarmos ao hospital porque a Luíza estava com os dois rins parados e precisava de uma cirurgia de emergência e o risco dela ter uma parada era grande.

Então saímos desesperados para o hospital e pedimos clamamos para Jesus Misericordioso e nossa Mãezinha do céu, para que não tirassem Luíza de nós.

Naquele momento me lembrei da agonia de Jesus. E senti, não digo o mesmo, mas senti uma dor e um medo aterrorizante de perder minha filha e pedi para Mãe de Deus me consolar e me amparar naquele momento de aflição, e que eu aceitasse a vontade do Pai seja ela qual fosse.

Então aquela cirurgia acabou e tinha dado tudo certo. A minha filha precisou fazer diálise peritoneal. Com dois dias Luíza teve que voltar para o centro cirúrgico porque aquele caninho tinha entupido e precisava trocar. Corria os mesmo risco de volta de ter uma parada no meio da cirurgia, mas Deus, mais uma vez, honrou a nossa fé deu tudo certo.

Luíza ficou 12 dias na UTI. Nesse tempo ela fez 5 dias de diálise e graças a Deus os seus rins voltaram a funcionar perfeitamente como antes, e então fomos para o quarto.

Lá foram mais alguns dias lutas, pois nesse tempo diagnosticaram minha filha com APLV (Alergia a proteína ao leite de vaca). Mas meu coração de mãe dizia que ela não tinha isso e a equipe medica insistia em dizer que ela tinha devido ao quadro que a Luíza teve e que por isso que ela sempre vomitava quando mamava. Eu dizia pra eles que ela tinha refluxo e que tinha sido diagnostica lá na maternidade. Sei que foram mais ou menos uns 20 dias dessa insistência, deles dizendo que ela tinha APLV, fora que eles queriam dar alta pra ela, só que com isso a minha filha teria que voltar de sonda para casa e fora o leite especial que é muito caro e que não teríamos condições de manter, teríamos que entrar com recurso para o governo nos ajudar.

Mas eu e meu esposo insistimos e dissemos que queríamos uma última tentativa e que queríamos que eles trocassem o leite dela por outro. Então foi ai que perguntaram qual era o leite que ela tomava que eles iam testar. E assim foi feito, minha filha não vomitou mais desde a 1ª mamada.

No dia seguinte todos ficaram de queixo caído, pois comprovaram que ela não tinha APLV. Nesse tempo acabamos batizando nossa filha lá dentro do hospital, pois tínhamos muito medo de acontecer alguma coisa com ela.

A Luíza sempre esteve com o seu sorriso no rosto nos dando força durante toda essa tempestade que estávamos passando, e graças a Deus veio a nossa tão sonhada alta.

Foram um total 44 dias de internamento, e totalmente recuperada e mamando sozinha.

Depois de 4 dias que tínhamos saído do hospital Luíza começou a ter fezes brancas e lá vamos de volta com ela ao hospital e lá diagnosticaram Hepatite, devido ao quadro que ela teve por muitos medicamentos. Ficamos mais 4 dias e voltamos pra casa.

Hoje Luíza se encontra bem e recuperada de tudo o que ela passou.

Agradeço a todos da Casa da Misericórdia que oraram e intercederam por ela, por todas as pessoas que se envolveram nesse momento dor e de mais puro sofrimento e angústia.

Que Deus derrame uma chuva de bênção sobre cada pessoa que intercedeu por nós. Tenho certeza que conseguimos passar por tudo o que passamos através de todas as orações, que nos deram forcas.

Agradeço a minha família que nos ajudou nesse momento e que mais precisávamos e aos Padres aqui da Casa da Misericórdia que intercederam por nós.

 

Testemunho enviado por Mirian Pires.


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