A Transfiguração é o sinal concreto do amor de Deus, diz Papa Francisco

Imagem: Rafael Sânzio (1483-1520), A Transfiguração, têmpera sobre madeira, 1516-20, Museus Vaticanos, Pinacoteca ©Musei Vaticani



Nesta sexta-feira, 06 de agosto, a Igreja recorda os acontecimentos “no alto monte” com Jesus revestido de luz e glória. O convite do Papa ao refletir sobre esta Festa é para nos tornarmos lâmpadas que leve paz e serenidade à vida dos homens.

De acordo com o Pontífice esta Festa mostra a glória da Ressurreição, uma aparição do amor infinito de Jesus, “um vislumbre do céu na terra”.

Vislumbres de luz

Subindo a montanha junto com Pedro, Tiago e João, Jesus mostrou a sua glória, transfigurando-se e resplandecendo de luz, colocando-se depois em diálogo com Moisés e Elias. Uma luz que é “a luz da esperança, a luz para atravessar as trevas”.

No Angelus do dia 28 de fevereiro de 2021, o Papa Francisco explicou que as trevas não têm a última palavra, que diante dos “grandes enigmas” da vida, somos chamados a parar e voltar o olhar para Cristo:

“Precisamos de outro olhar, de uma luz que ilumine profundamente o mistério da vida e nos ajude a superar os nossos esquemas e os critérios deste mundo. Também nós somos chamados a subir ao monte, a contemplar a beleza do Ressuscitado que acende centelhas de luz em cada fragmento da nossa vida, ajudando-nos a interpretar a história a partir da vitória pascal.”

Buscar a Deus com a oração do coração

Imagem: Vatican News

Em 2019, no Angelus de 17 de março, o Santo Padre explica o que a Transfiguração nos lembra:

“O Senhor mostra-nos o fim deste percurso, que é a Ressurreição, a beleza, carregando a própria cruz. Portanto, a Transfiguração de Cristo indica-nos a perspectiva cristã do sofrimento. O sofrimento não é um sadomasoquismo, é uma passagem necessária, mas transitória (…) para um ponto luminoso como o rosto de Cristo transfigurado.”

O Papa nos ensina a subir ao monte com a oração, a prece silenciosa, a oração do coração, sempre à procura do Senhor. “Permaneçamos alguns momentos em recolhimento, um pouquinho todos os dias, fixemos o olhar interior na sua face e deixemos que a sua luz nos invada e se irradie na nossa vida”.

A missão de quem crê

Ao descer do monte, repletos da luz recebida, cumpre-se a missão de quem crê. Pois, é no rosto luminoso de quem reza, é na chama que se acendeu no coração, que se pode iluminar a vida dos outros, através do testemunho da verdade e a fé.

A missão do cristão, explica o Pontífice, é acender pequenas luzes no coração das pessoas; ser pequenas lâmpadas do Evangelho que levam um pouco de amor e de esperança.

“Transformados pela presença de Cristo e pelo fervor da sua palavra – sublinha o Papa no Angelus de 6 de agosto de 2017 – seremos sinal concreto do amor vivificador de Deus por todos os nossos irmãos, sobretudo por quem sofre, por quantos se encontram na solidão e no abandono, pelos doentes e pela multidão de homens e mulheres que, em diversas partes do mundo, são humilhados pela injustiça, pela prepotência e pela violência”.





Fonte: Vatican News

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