Estado Islâmico liberta último grupo de cristãos sequestrados na Síria há um ano

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Cerca de 42 cristãos, dos 230 sequestrados na Síria pelo Estado Islâmico (ISIS) em fevereiro de 2015, foram libertados nesta segunda-feira, 22, logo depois que receberam milhões de dólares como resgate, informaram fontes cristãs.

Osama Edward, diretor da Rede Assíria de Direitos Humanos com base em Estocolmo (Suécia), indicou que 42 pessoas foram liberadas, principalmente mulheres e crianças. A mesma cifra foi divulgada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos com base no Reino Unido, indicando que são 17 mulheres no total.

Por sua parte, Younan Talia, da Organização Democrata Assíria, disse à AP que os libertados foram levados a Tal Tamr, no nordeste da Síria. Indicou também que os terroristas muçulmanos exigiram um resgate de 18 milhões de dólares, entretanto esta cifra foi reduzida logo depois de algumas negociações, mas não se sabe o valor final.

Uma fonte que pediu para permanecer no anonimato disse à imprensa internacional que logo depois do sequestro em fevereiro de 2015, a comunidade assíria lançou uma campanha no mundo inteiro para obter a libertação destas 230 pessoas. Por isso, abriram uma conta bancária em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, recebendo doações desde diversos países.

“Pagamos uma grande quantia em dinheiro, milhões de dólares, mas não foram 18 milhões”, indicou. “Pagamos menos da metade deste valor”, acrescentou.

No fim do mês de fevereiro de 2015, o ISIS lançou uma grande ofensiva na região de Hassakeh, região localizada no nordeste da Síria, contra cerca de 30 aldeias cristãs em ambos os lados do rio Khabur, sequestraram aproximadamente 230 pessoas e destruíram as igrejas.

A província de Hassakeh, a qual faz limite com a Turquia e o Iraque, converteu-se ultimamente em um local de fortes enfrentamentos entre o ISIS e as forças curdas, assim como tropas assírias e armênias.

Antes desta guerra, os cristãos representavam cerca de 10% dos 23 milhões de habitantes da Síria. Entretanto, muitos deles abandonaram o país devido à cruel guerra civil iniciada em março de 2011 e a invasão do Estado Islâmico.

Fonte: Acidigital

 

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