Grupo de Oração aborda a prevenção ao suicídio

Nesta última terça-feira do mês de setembro (24), o Grupo de Oração será voltado para uma reflexão sobre a prevenção ao suicídio – integrando a campanha brasileira de conscientização Setembro Amarelo.

A partir da frase dita por Jesus a Santa Faustina: “Não temas, Eu estou sempre contigo” (Diário, 613), tema do encontro, podemos nos lembrar de que Deus quer que tenhamos esperança.

Saiba que Ele está trabalhando agora mesmo em nosso favor para nos libertar de qualquer que seja a provação que possamos estar enfrentando. O mais importante é tentar dar o nosso melhor para nos afastarmos dos maus pensamentos, buscar ajuda especializada e nos voltarmos para o Senhor.

O Grupo de Oração inicia às 19h, no Santuário da Divina Misericórdia.

Informações: (41) 3148-3200 | WhatsApp: 99763-9796
Local: Estrada do Ganchinho, 570 – Umbará.

Viver é sempre a melhor opção!


Depois do Suicídio: Há esperança para eles e para você

De acordo com o livro Depois do Suicídio: Há esperança para eles e para você, publicado apenas nos EUA pelos Padres Marianos, pode-se chegar a conclusão de que há esperança para a salvação daqueles que cometeram suicídio.

O autor, Padre Chris Alar, MIC, explica que primeiro devemos ter em mente algumas questões a respeito do pecado ser ou não condenável. Ele afirma:

(1) Sabemos que o ato do suicídio é objetivamente grave e uma ofensa verdadeiramente séria contra o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.
(2) A pessoa que comete pode ou não ter pleno conhecimento da gravidade de sua ação. (Não há como sabermos com certeza.)
Mas (3) ela realmente cometeu o ato com total liberdade de vontade? Ela realmente queria tirar a própria vida de qualquer influência e carga indevida? Eu acredito que não. Se for esse o caso, o pecado dela não era condenável .

A Igreja ensina que “embora possamos julgar que um ato é em si uma ofensa grave, devemos confiar o julgamento das pessoas à justiça e misericórdia de Deus” (CCC, 1861).

Em outras palavras, podemos saber que um ato é objetivamente grave, mas não podemos saber se é realmente “mortal”, porque não sabemos exatamente o que alguém sabia ou não sabia sobre a seriedade do ato, ou se a vontade deles era totalmente livre ao cometê-lo.

O Catecismo aborda essa questão diretamente, dizendo: “Perturbações psíquicas graves, a angústia ou o temor grave duma provação, dum sofrimento, da tortura, são circunstâncias que podem diminuir a responsabilidade do suicida.” (2282). Leia isso de novo. Por favor, leia e releia esta declaração da Igreja. Deixe-a afundar em seu coração, como se viesse dos lábios de uma mãe terna, amorosa e compreensiva.

A culpabilidade de nosso ente querido, a responsabilidade por sua ação, pode ser reduzida se eles experimentaram “graves distúrbios psicológicos, angústia ou medo grave de sofrimento ou tortura”. No caso do suicídio, pode-se até argumentar que a “tortura” pode ser aplicada à coação mental, não apenas física.

Eu acredito que a maioria dos suicídios acontece como resultado de uma ou mais dessas condições.

Lendo as palavras de Jesus para Faustina sobre as profundezas de Sua misericórdia pelas almas dos moribundos, podemos chegar a uma conclusão: Há esperança. Não importa como alguém morreu, não importa o quão além da esperança eles pareçam estar agora ou na hora de sua morte, ainda há esperança para sua salvação!

Princípios espirituais para a cura

Agora que discutimos algumas complexidades únicas de um suicídio, utilizando os recursos oferecidos pelos profissionais do luto, vamos mudar nosso foco para as abordagens espirituais críticas que podemos adotar no processo de cura.

Aqui estão três princípios espirituais que podem ajudá-lo na sua cura do luto e oferecer-lhe uma verdadeira esperança.

1) Admitirmos que somos impotentes com a perda de nosso ente querido.

2) Alcançar a confiança de que Jesus, a Divina Misericórdia, pode restaurar nossas vidas a partir da Sua vontade.

3) Tomamos a decisão de confiar nossa vida e nosso ente querido ao cuidado e proteção amorosa de Deus.

Uma coisa é certa: se você está sofrendo com a perda de um suicídio, muitas coisas não farão sentido sobre as circunstâncias em que você se encontra. Será impossível “descobrir” a cadeia de eventos que o sobrecarregou.

No entanto, esses três princípios espirituais para lidar com o luto suicida podem trabalhar juntos para ajudar a colocá-lo em uma base mais sólida. Obviamente, o tempo que leva para colocar as coisas de volta nos trilhos varia de acordo com cada pessoa.

Pode ser difícil ver agora, mas o Pai ama você e não o deixará órfão em sua angústia. Ele te ajudará.

Um ato de confiar em Jesus

Se agora você está pronto para confiar plenamente nos cuidados e na proteção de Jesus para você e seu ente querido, você pode tornar sua tarefa concreta oferecendo esta oração:

Jesus, eu confio em Vós.
Sei que o Senhor é misericórdia e bondade em si. Neste exato momento e para sempre, eu me ofereço inteiramente a Ti para fazer comigo o que quiser. Retire de mim qualquer obstáculo que atrapalhe a Sua graça. Também ofereço e confio o meu amado ______ (nome do ente querido). Leve-o totalmente aos Seus cuidados e proteção, agora e por toda a eternidade, e que eu possa me reunir totalmente com ele no Céu. Que a Sua vontade seja feita sempre na minha vida. Jesus eu confio em Vós!

Quando você faz essa oferta com um coração sincero, pode pensar nela como plantar uma “semente de mostarda” de esperança. Você pode começar a sentir alívio da agonia profunda que tomou o controle de sua vida diária. A desesperança que permeou sua mente começará a desaparecer. Você ficará mais confiante aos cuidados de Jesus com o que perdeu. Um novo senso de poder e força podem surgir, juntamente com amor e gratidão pela proximidade de Jesus e Sua misericórdia amorosa. Todas essas são consequências do estágio integrado do luto, pelo qual novas forças e entendimentos geralmente começam a surgir.

Sobre a “prescrição da esperança”

A “semente mostarda” da esperança florescerá através de nossa contínua confiança na misericórdia amorosa de Cristo, às vezes rapidamente, às vezes gradualmente.

Quando surgir momentos de dúvida, mágoa e tristeza – como acontecerão -, busque renovar a confiança em Jesus e lembre-se de sua decisão de oferecer a si e a seu ente querido aos Seus cuidados e proteção. Repita as palavras da nossa “prescrição da esperança” – Jesus, eu confio em Vós. Ele provou que de inúmeras maneiras e infalivelmente chegará a você em Sua misericórdia de novo e de novo. Ele não negará seu apelo, mesmo que você não veja claramente a resposta Dele ou não entenda completamente como Ele está presente. Com o tempo, você novamente descansará em segurança na esperança do Seu amor sem fim.

Padre Chris Alar, MIC
The Divine Mercy

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