São João Paulo II: Grande Papa da Misericórdia

Celebramos a memória litúrgica de São João Paulo II neste dia 22 de outubro. Em seus escritos e homilias, ele descreveu a Divina Misericórdia como a resposta aos problemas do mundo e a mensagem do terceiro milênio.

O Papa João Paulo teve um sonho de misericórdia – cuja base é a “cura” da doença do coração, que tem por nome pecado.

Fazendo da Divina Misericórdia o tema do seu papado, João Paulo II trabalhou incansavelmente para ajudar a cumprir a missão que Jesus deu a Santa Faustina quando lhe disse para levar Sua mensagem de misericórdia para toda a humanidade.

João Paulo II: Deus é misericórdia

Inspirado pelo Concílio do Papa João XXIII, o Papa João Paulo II assumiu de todo o coração sua estratégia pastoral de misericórdia. Na verdade, ele até levou essa estratégia um passo adiante.

O Papa João Paulo II acreditava que, entre todas as verdades, e a mais importante, que os católicos modernos precisam levar em suas vidas,  da cabeça ao coração, é a que Deus é misericórdia. É essa verdade, acreditava João Paulo, que nos ajuda a compreender realmente nosso Pai no céu e o Coração de nosso Salvador.

E assim, como Papa, João Paulo II enfatizou o tema da misericórdia. Ele poderosamente proclamou a misericórdia em uma de suas primeiras cartas encíclicas, Dives in Misericordia (Rico em Misericórdia). Ele proclamou a canonização de Irmã Faustina e promoveu a mensagem da Divina Misericórdia como uma forma concreta de ajudar as pessoas a apreciarem a verdade do amor misericordioso de Deus.

Por exemplo, no ano 2000, ele instituiu o Segundo Domingo de Páscoa como o Domingo da Divina Misericórdia. Finalmente, ele consistentemente anunciou que não há nada que o mundo precise mais do que misericórdia. De fato, em sua última mensagem do Domingo da Divina Misericórdia, ele enfatizou: “Quanto o mundo precisa para entender e aceitar a Divina Misericórdia!”.

A misericórdia no coração da humanidade

Por que o Papa João Paulo II (e a Igreja) colocou tanta ênfase em introduzir a misericórdia nos corações da humanidade? O cumprimento da missão de misericórdia de Santa Faustina relaciona-se com nada menos que a Segunda Vinda de Cristo.

O Padre Seraphim Michalenko, MIC, sacerdote da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição nos EUA, vice-postulador da causa de canonização de Ir. Maria Faustina – autoridade proeminente na Divina Misericórdia, aponta a conexão: “A Divina Misericórdia é uma doutrina que nos lembra de uma maneira nova a verdade esquecida, mas imemorável, da extensão ilimitada do amor misericordioso de Deus pelo homem”.

Ele continua, “o Diário de Santa Faustina registra o progresso desta revelação do mistério da misericórdia, e liga o cumprimento dessa revelação ao retorno de Jesus a terra. Quando Cristo retornar, Ele não estará lidando com o pecado. Ele já fez isso no Calvário. O tempo antes da Segunda Vinda, ele disse a Santa Faustina, seria uma época de misericórdia sem precedentes para toda a humanidade”.

O que especificamente Jesus disse a essa humilde freira? “Prepararás o mundo para a Minha última vinda” (Diário, 429). Jesus também disse a Santa Faustina que a “centelha que preparará o mundo para a Minha Vinda derradeira” sairá da Polônia (Diário, 1732) – a amada terra de Karol Wojtyla, João Paulo II. Parece certo que João Paulo foi esta “centelha”.

João Paulo compreendeu plenamente a implicação dessas palavras, e também Santa Faustina. A “centelha” da Polônia promoveu a Divina Misericórdia incansavelmente por mais de meio século como sacerdote e prelado.

Divine Mercy

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