O que fazer se quebrar a penitência da quaresma

Desde o início do Cristianismo a Quaresma é lembrada pelos cristãos como um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de se chegar à conversão. Ela nos faz recordas também as palavras de Jesus: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3). Se não deixarmos o pecado, não poderemos ter a vida eterna em Deus; logo, a atividade mais importante é a nossa conversão, renunciar ao pecado.

Nada é pior do que o pecado para a vida do homem, da Igreja e do mundo, ensina a Igreja; por isso Cristo veio, exatamente, “para tirar o pecado do mundo” (cf. Jo 1, 29). Ele é o Cordeiro de Deus imolado para isso.

A Quaresma nos oferece, então, esse “tempo favorável” para se deixar o pecado e voltar para Deus. E para isto fazemos penitência. O seu objetivo não é nos fazer sofrer ou privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.

Muitas pessoas, por penitência, propõe-se a se privar de algo durante os 40 dias da quaresma, no entanto, por esquecimento ou por motivo de saúde, acabam quebrando seu propósito.

O que fazer?

Se isso vier a acontecer é você refletir, e continuar a sua promessa ou penitência. Não é porque você se esqueceu e quebrou o jejum que deve parar com o seu propósito.

Você deve continuar, pois Deus entende que somos fracos e frágeis. Deus é bom, é um Pai misericordioso, por isso, não desista dos 40 dias.

Pense que isso é como uma queda, você não deve ficar caído, mas sim levantar e continuar no seu processo de conversão.

O mais importante na quaresma é a busca pela santidade, eliminando o pecado da alma, da mesma maneira que se eliminam as ervas daninha de uma planta, que sugam a seiva e não deixam a planta crescer e dar frutos.

Neste tempo é muito importante a oração, a meditação, a visita ao Santíssimo, que também são meios de se chegar a santidade, como o jejum e a caridade.


Fonte: Professor Felipe Aquino

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